Estas telhas podem anular a poluição nas casas

Estudantes da Universidade da Califórnia, nos EUA, criaram um revestimento para telhas que pode neutralizar o “smog” até 97%. Cinco dólares são suficientes para proteger um telhado médio

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UC Riverside

O ar das casas situadas em zonas com elevados índices de poluição pode tornar-se mais limpo graças a um tratamento dado às telhas escolhidas. Uma equipa de finalistas de engenharia da Universidade da Califórnia — Riverside, nos Estados Unidos da América, desenvolveu um tipo de revestimento barato que pode anular a poluição das casas até 97%.

Os estudantes criaram uma cobertura de telha que, quando aplicado a um telhado, neutraliza o óxido nitroso. Este é um composto formado “quando certos combustíveis são queimados a elevadas temperaturas”, reagindo com componentes orgânicos voláteis na presença da luz solar e criando, assim, o “smog”.

A substância responsável por neutralizar o óxido nitroso é o dióxido de titânio (TiO2). De acordo com os estudantes da universidade norte-americana, 21 toneladas de óxido nitroso poderiam ser eliminadas, diariamente, se um milhão de telhados fossem cobertos com TiO2. “Eles [os estudantes] também calcularam que o dióxido de titânio necessário para cobrir um telhado residencial de tamanho médio custaria apenas cerca de cinco dólares (3,68 euros)”, pode ler-se no jornal da universidade, UCR Today.

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UC Riverside

A aplicação do dióxido de titânio na neutralização do óxido nitroso — e, consequentemente, na diminuição dos níveis de poluição — não é uma novidade. Um prédio hospitalar em Tialpan, na Cidade do México, foi notícia em 2013 no P3 pelo facto de ser revestido com um rendilhado arquitectónico que, por sua vez, é coberto por uma camada super fina de dióxido de titânio.

Contudo, os investigadores da Universidade da Califórnia — Riverside destacam que este novo revestimento é mais eficaz na redução do “smog”, além de ser mais barato do que as opções já existentes. Os finalistas concluíram — após experiências feitas com telhas revestidas e simples, numa câmara que simula a atmosfera — que a quantidade de dióxido de titânio não é relevante, mas sim a área da superfície onde é aplicado.

Kawai Tam, Chun-Yu Liang, Jessica Moncayo, Edwin Rodriguez, Carlos Espinioza, Kelly McCoy, David Cocker e Louis Lancaster esperam poder continuar a testar novas variáveis. Em cima da mesa está a hipótese de aplicação do dióxido de titânio em cimento, paredes ou, até, divisórias em auto-estradas. Em Maio, a investigação que esta equipa levou a cabo recebeu uma menção honrosa num concurso de design para estudantes, da Environmental Protection Agency.