Comportamento dos Camarões foi "repugnante", afirma treinador

Selecção africana afastada do Mundial depois de ter sido goleada pela Croácia por 4-0.

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Assou Ekotto deu uma cabeçada ao colega Benjamin Moukandjo Murad Sezer/Reuters

O treinador da selecção dos Camarões não poupou críticas ao comportamento dos seus jogadores na partida contra a Croácia. Uma expulsão, uma troca de agressões entre dois colegas e uma goleada por 4-0 deixaram o alemão Volker Finke com uma única palavra para descrever a sua própria equipa: "repugnante."

"Um resultado destes é uma vergonha para os Camarões. Até ao cartão vermelho, o jogo estava mais ou menos ao mesmo nível. Os croatas foram um pouco mais eficazes, mas os Camarões também tiveram boas oportunidades", disse o seleccionador da equipa africana, referindo-se à expulsão de Alex Song, aos 40 minutos de jogo, na sequência de uma agressão pelas costas ao croata Mario Mandzukic.

O médio que joga no Barcelona já pediu desculpas pelo lance da expulsão: "Estou muito triste, porque sinto que desiludi o meu país. Foi um momento de estupidez e estou muito arrependido. Se pudesse, faria qualquer coisa para voltar atrás. Por favor, desculpem-me", disse Alex Song.

Sem explicações nem pedidos de desculpa ficou o incidente entre Benoit Assou-Ekotto e Benjamin Moukandjo, que se pegaram já no período de compensação do jogo, arbitrado pelo português Pedro Proença.

Assou Ekotto, defesa do Tottenham, deu uma cabeçada ao colega de equipa Benjamin Moukandjo, que joga nos franceses do Nancy, e deixou o mundo do futebol estupefacto. Já depois do final do jogo, Ekotto teve de ser acalmado pelo colega Samuel Eto'o.

"É óbvio que vamos ter de perceber o que se está a passar, porque este tipo de comportamento é verdadeiramente repugnante, não é admissível", disse o seleccionador Volker Finke.

O treinador alemão comparou o padrão do jogo Camarões-Croácia ao do Alemanha-Portugal, sublinhando a preponderância das expulsões de Alex Song e do defesa português Pepe no desfecho de ambas as partidas.

"Eu sei que é difícil jogar 11 contra 10, mas não é preciso perder o controlo daquela forma", disse.