“Um dos maiores resultados de sempre” da CDU e “pesadíssima derrota” da direita

João Ferreira assinala redução da expressão eleitoral do conjunto dos partidos da troika – PSD, CDS e PS – mas evita pronunciar-se sobre a prometida moção de censura ou sobre diálogo com o PS.

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João Ferreira Pedro Nunes

O cabeça de lista da CDU, João Ferreira, regozijou-se com as projecções que dão à CDU a eleição certa do terceiro eurodeputado e deixam em aberto a possibilidade de eleição do número quatro da lista, a ecologista Manuela Cunha.

"A CDU teve um dos maiores resultados de sempre em eleições para o Parlamento Europeu", assinalou João Ferreira, no Centro Vitória, em Lisboa, com uma sala que se encheu de jovens de bandeiras em punho só para o ouvir. "Importa assinalar o que foi a pesada derrota eleitoral dos partidos do Governo. PSD e CDS atingem a menor percentagem de sempre juntos, no que foi uma pesadíssima derrota destes partidos e da sua acção governativa", apontou o eurodeputado reeleito.

Além da derrota da direita, João Ferreira fez questão de colocar no mesmo saco o PS, realçando que as projecções mostram também uma "redução da expressão eleitoral do conjunto dos partidos do arco da troika - ou seja, PSD, CDS-PP e PS – face a eleições anteriores".

Questionado pelos jornalistas sobre a ameaça feita durante a campanha eleitoral de o PCP colocar uma moção de censura ao Governo se a direita saísse derrotada destas eleições, João Ferreira preferiu dar um passo atrás. “Este não é o momento para avançarmos por aí; este é o momento de projecções. Aguardemos os resultados. Este é o momento para sublinhar o que foi um grande resultado da CDU.”

O eurodeputado também se escusou a comentar as declarações de Francisco Assis, que disse que só em torno do PS é possível uma alternativa. E preferiu dizer que o dado “significativo” que sai destas eleições é “um reforço importante e substancial da CDU”. E à pergunta se há alguma possibilidade de a CDU vir a dialogar com o PS, João Ferreira voltou a lembrar que os números são ainda de “projecções e tudo o que se vier a constatar face aos resultados finais não deixará de ter a sua ponderação”.