Equipa do Papa avança na Taça Libertadores após “milagre”

O San Lorenzo empatou com o Cruzeiro, nesta quinta-feira em Minas Gerais (1-1), nos quartos-de-final da competição, e voltou às meias-finais da prova depois de 26 anos de ausência.

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Os jogadores do San Lorenzo festejam a passagem às meias-finais da Libertadores Paulo Whitaker/Reuters

Após 23 anos, o Brasil volta a não estar representado por nenhuma equipa nas meias-finais da Taça Libertadores. Depois de ter eliminado o Grémio, o San Lorenzo, equipa do Papa Francisco, pôs um ponto final na época de sonho do Cruzeiro - ao empatar por 1-1 em Minas Gerais - e voltou às meias-finais da competição depois de 26 anos de ausência.

A equipa argentina não pára de surpreender. Eliminou o Grémio nos penáltis, triunfou contra o Cruzeiro em casa (1-0) e, em Minas Gerais, acabou com a festa da torcida da “raposa” ao balançar as redes logo nos primeiros minutos de jogo. Mas o apuramento do emblema argentino teve algo de miraculoso.

Após ter sofrido o golo, o Cruzeiro foi com tudo para cima do San Lorenzo. Foram várias as oportunidades para empatar, mas nenhuma como a que desperdiçou no período de compensação da primeira parte, na melhor jogada da formação mineira. Após um passe longo de Everton Ribeiro, Marcelo Moreno chegou à bola e, caprichosamente, deixou o guarda-redes batido. Quando os adeptos estavam prontos para gritar “golo”, viram a bola bater no poste direito, caminhar serenamente pela linha, embater no poste esquerdo e não entrar na baliza.

Esta jogada, que poderia ter determinado o início de uma reviravolta, destroçou os adeptos do Cruzeiro, mas foi motivo de festa para os do Atlético Mineiro, a equipa rival. Alguns adeptos do “galo” foram, inclusive, para a chamada “Praça do Papa”, em Belo Horizonte, para celebrar o “milagre”.

Com uma actuação impecável, o guarda-redes do plantel argentino, Torrico, impediu por diversas vezes a ampliação do marcador, que veio a ser alterado no minuto 70 (1-1), mas em vão. O resultado manteve-se, os "raposas" perderam a oportunidade de conquistar o tricampeonato e o Brasil não conseguiu juntar-se à Argentina no recorde de troféus consecutivos de um país no torneio (quatro).

O San Lorenzo está assim cada vez mais perto de conquistar a sua primeira Taça Libertadores da América. Basta saber se a equipa do Papa vai voltar a contar com a "ajuda divina" quando defrontar o Lanús ou o Bolívar nas meias-finais.

Texto editado por Jorge Miguel Matias