A história da fotografia do espaço em exposição na capital austríaca

Inaugura esta quinta-feira em Viena, na Áustria, a exposição "Gravidade Zero", patente até 25 de Maio.

Imagem compósita de Saturno obtida a partir de fotos tiradas pela sonda Cassini
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Imagem compósita de Saturno obtida a partir de fotos tiradas pela sonda Cassini NASA/JPL/Space Science Institute
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Uma fotografia de Marte entre outras na exposição Alexander Klein/AFP
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Uma fotografia da Terra vista do espaço Alexander Klein/AFP
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Jay Belloli, comissário da mostra, à frente de uma fotografia do Universo Alexander Klein/AFP

“A fotografia revolucionou a astronomia”, explicou Jay Belloli, comissário da mostra, que reúne cerca de 150 fotografias, realizadas entre 1839 e 2012, na galeria Westlicht da capital austríaca.

Os astrónomos “ganharam tempo ao poderem estudar o que viam”, acrescentou, lembrando que antes disso, não era possível partilhar imagens ou estudar um fenómeno – como por exemplo um cometa fotografado em 1882 na Cidade do Cabo, na África do Sul, cuja imagem faz parte da colecção – para além do período em que era visível no céu.

O que começou por consistir em instantâneos a preto e branco fotografados do solo terrestre desenvolveu-se, ao sabor dos avanços técnicos, dando lugar a fotos tiradas a partir do espaço e a imagens compósitas que combinam por vezes centenas de fotos enviadas para a Terra por naves espaciais. Como, por exemplo, um retrato de Saturno e dos seus anéis, que foi o resultado da junção de mais de 130 imagens registadas em 2006 pela sonda Cassini das agências espaciais norte-americana, europeia e italiana.

“Actualmente, por dia, chegam-nos milhares de imagens vindas de engenhos espaciais”, frisou ainda Belloli, que gostaria de poder actualizar a exposição com imagens posteriores a 2012.

Tal como a história da conquista do espaço, a das fotografias do espaço relata episódios da história da humanidade: um exemplo disso é uma foto trazida de regresso para a Terra pela missão Apollo 17 em 1972, que mostra a Terra toda. Até aí, as fotos tiradas a partir da Lua só permitiam ver parcialmente o nosso planeta azul.

“Até essa foto ser tirada, não fazíamos ideia do aspecto do nosso planeta visto de longe. E aí, pensámos: ‘Oh meu Deus, é simplesmente esse pequeno planeta!’, conta ainda Belloli, que se diz fascinado pelo espaço.

“Tento mostrar fotos importantes do ponto de vista científico, mas também visualmente interessantes – fotos que, em muitos casos, acho que são magníficas”, explicou ainda este norte-americano, que representa a Fundação California/International Arts, responsável pela exposição – intitulada "Gravidade Zero" e que estará patente até 25 de Maio.

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