O dia triunfal de Fernando Pessoa reúne 50 especialistas em Lisboa

Colóquio sobre Fernando Pessoa começa esta quinta-feira.

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Viajar, escreveu o sedentário Fernando Pessoa, "é perder países" PEDRO CUNHA

O colóquio, que vai decorrer até ao dia 8 de Março, propõe-se estabelecer um "amplo debate em torno da vida e obra de Pessoa", e "a perspectiva crítica é a de uma revisão do Estado da Arte nos diversos campos dos Estudos Pessoanos", lê-se no comunicado da Gulbenkian.

No âmbito do colóquio, é também promovido um concurso de curtas-metragens sobre Fernando Pessoa, visando premiar a melhor sobre a vida e obra do poeta, e que será apresentada na sessão de encerramento.

A fundação promove igualmente, no dia 9, o "passeio Lisboa com Fernando Pessoa", com partida prevista às 15h, no café A Brasileira do Chiado, e terá uma duração e duas horas e meia.

A Ode Triunfal, constituída por 240 versos em estilo livre, assinala o "nascimento" de Álvaro de Campos, como conta Pessoa numa carta ao escritor Adolfo Casais Monteiro. Terá sido elaborada em Londres, em 1914, "num jacto e à máquina de escrever, sem interrupções nem emenda", como escreveu Pessoa, na carta dirigida a Casais Monteiro sobre a origem dos heterónimos, e publicada no primeiro número da revista Orpheu, em 1915, órgão oficial do movimento modernista português.

António M. Feijó abre o colóquio com a comunicação A necessidade do dia triunfal, ao qual se segue Victor K. Mendes que abordará o tema A ave contra os animais de Alberto Caeiro. Do painel de participantes no primeiro dia fazem ainda parte, entre outros, Nuno Amado, Ana Almeida, Abel Barros Baptista, Gustavo Rubim, Humberto Brito, Pedro Sepúlveda, Jorge Uribe e José Gil.