Alter-ego de J. K. Rowling vai publicar novo policial

A segunda aventura do detective privado Cormoran Strike e da sua ajudante Robin deverá sair em Junho, vai chamar-se Silkworm e trata do homicídio de um escritor que estava mesmo a pedi-las.

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J. K. Rowling vai publicar em Junho, sob o pseudónimo Robert Galbraith, mais um romance policial protagonizado pelo detective Cormoran Strike e pela sua jovem e empreendedora secretária Robin Ellacott. Depois de Quando o Cuco Chama (The Cuckoo's Calling, 2013), que tratava do aparente suicídio de uma top model, a autora da saga de Harry Potter coloca agora o seu investigador privado – um ex-soldado que perdeu uma perna no Afeganistão – a procurar um romancista policial desaparecido.

O novo livro terá como título Silkworm (bicho-da-seda) e será lançado no dia 24 de Junho pela editora Little, Brown, que o descreve como “um romance policial de leitura compulsiva e com reviravoltas a cada passo”.

Do material de divulgação da editora, os fãs de Cormoran e Robin ficam ainda a saber que o escritor desaparecido se chama Owen Quine e que acabou um manuscrito em que retrata venenosamente praticamente toda a gente que conhece. Tão venenosamente que, a ser publicado o livro, “há vidas que serão destruídas”. Não falta, portanto, quem tenha boas razões para o matar, como convém num romance policial clássico, e Rowling (isto é, Galbraith) está mais próxima da tradição britânica do policial dedutivo, na linha de Dorothy L. Sayers ou Agatha Christie, do que das variantes mais realistas e mais violentas do género.

Cormoran é chamado pela mulher de Quine, que está convencida de que o marido se limitou a desaparecer por alguns dias, mas o escritor é encontrado morto, “assassinado em circunstâncias bizarras”, e o detective tem de se confrontar “com um assassino diferente de quantos até então conhecera”.

Mais do que o suficiente para abrir o apetite, e sobretudo aos que já leram Quando o Cuco Chama (publicado em Portugal pela Presença), que dificilmente se teria tornado um best-seller se o pseudónimo de Rowling não tivesse sido denunciado, mas que nem por isso deixa de ser um policial competente, bem escrito e divertido, como de resto alguns poucos críticos observaram, quando Robert Galbraith era ainda um estreante desconhecido e não o alter-ego da maga que criara Harry Potter.

O pseudónimo foi revelado poucas semanas após a saída de Quando o Cuco Chama, por inconfidência de um sócio do escritório de advocacia a que Rowling recorre. A autora levou o caso a tribunal, ganhou, e destinou a indemnização a uma instituição de caridade que ajuda militares e ex-militares, a Soldiers Charity, uma escolha à qual não terá sido alheio o facto de o herói do livro em causa ser um ex-veterano desmobilizado após ter ficado sem um pé na explosão de uma mina.

Quando já se sabia que fora ela a escrever Quando o Cuco Chama, a autora anunciou que tencionava escrever uma série de livros com Cormoran Strike, que é filho de um famoso cantor pop e que se irrita bastante com a celebridade por empréstimo que essa circunstância lhe traz. “Strike oferece-me a possibilidade de falar de um modo objectivo e despersonalizado sobre as bizarrias que vêm com a fama”, explicou Rowling na página que criou para Robert Galbraith na Internet.

Segundo o jornal inglês The Guardian, Rowling “fará uma rara aparição pública para promover o livro no festival de ficção policial de Harrogate”, participando a 18 de Julho numa conversa pública com a autora policial escocesa Val McDermid.

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