Ministério vai agendar nova data para a prova dos professores

Secretário de Estado João Grancho considera "inaceitável" professores terem sido impedidos de realizar ou vigiar a prova.

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Em Coimbra, houve protestos Sérgio Azenha

A comunicação foi breve e sem direito a perguntas dos jornalistas. O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário lamentou os incidentes que ocorreram durante a manhã desta quarta-feira, em algumas escolas, onde candidatos foram impedidos de realizar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) e outros professores impedidos de as vigiar. João Grancho informou que o ministério vai agendar nova data para a realização da mesma.

Em breve será conhecida uma nova data para os professores que não conseguiram realizar a prova esta manhã, disse João Grancho. Recorde-se que os professores, além deste teste (componente comum), terão de realizar um outro específico para as disciplinas que pretendem leccionar (componente específica).

Na "grande maioria das escolas", a prova "decorreu normalmente", continuou o governante em conferência de imprensa ao início da tarde. João Grancho admitiu que se registaram alguns incidentes que desencadearam "perturbações inaceitáveis". Em alguns casos, envolvendo pessoas que não tinham directamente que ver com a prova, "que impediram o direito" de não aderir à greve e o de realizar a prova. Para o secretário de Estado, estes comportamentos são "inaceitáveis num regime democrático" e lamenta-os.

Professores gritam "invasão"
À porta do Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, juntaram-se cerca de 30 professores para se manifestarem contra a prova. Por volta das 14h, os professores tentaram entrar nas instalações, mas foram impedidos pela PSP.

Os professores pedem a demissão do ministro Nuno Crato e gritam "invasão" e palavras de ordem como "Crato para a rua", além de revelarem o que pensam da prova: "humilhação" e "vergonha".