Os principais pontos do acordo de coligação

Sigmar Gabriel (SPD), Horst Seehofer (CSU) e Angela Merkel (CDU)
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Sigmar Gabriel (SPD), Horst Seehofer (CSU) e Angela Merkel (CDU) Thomas Peter/Reuters

Finanças públicas
O orçamento está estável desde 2004. Os parceiros comprometeram-se a não criar novas dívidas a partir de 2015. Os impostos não serão aumentados. O acordo prevê 23 mil milhões de euros de despesa pública suplementar durante a legislatura, 5% para formação superior, 3% para investigação e desenvolvimento e 5% para infraestruturas e transportes.

Salário mínimo
Os sociais-democratas exigiam e a Alemanha terá um salário mínimo de 8,5 euros à hora a partir de 1 de Janeiro de 2015. Em contrapartida, os parceiros sociais podem, até 2017, concluir um acordo que preveja que esse salário mínimo seja inferiror aos 8,5 euros.

Dupla nacionalidade
O SPD apoiava que as crianças estrangeiras nascidas na Alemanha não têm que escolher, aos 23 anos, ser alemães ou ter a nacionaldiade dos pais. Podem ter dupla nacionalidade. Esta medida afecta sobretudo as famílias turcas. Os conservadores, hostis a esta medida, foram cedendo nos últimos anos, em parte devido às pressões do patronato.

Reformas
A CDU e o SPD insistiram nas suas propostas sobre este tema. A partir de 2014, as mulheres que tiveram filhos antes de 1992 vão receber um bónus nas reformas, como desejava a CDU-CSU. Os assalariados de 63 anos que descontaram 45 anos podem pedir a reforma sem serem penalizados, como exigia o SPD (a idade actual da reforma é aos 65 anos). A primeira medida vai custar 6,6 mil milhões de euros por ano, a segunda cinco mil milhões. A partir de 2017 os que têm salários baixos terão uma pensão de pelo menos 850 euros por mês.

Energias renováveis
Os parceiros de coligação confirmaram que a Alemanha deixará de recorrer à energia nuclear a partir de 2022. Em 2030 entre 50% e 60% da produção eléctrica deve vir da energia renovável — actualmente está nos 25%. As centrais eléctricas a gás e carvão serão mantidas.

Portagens nas autoestradas
Como exigia a CDU da Baviera, os estrangeiros vão pagar portagem nas autoestradas alemãs. Resta saber se a medida é compatível com os tratados europeus.

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