Concursos especiais permitem aos politécnicos preencher todas as vagas

Apesar da quebra global da procura no concurso nacional do ensino superior, os institutos politécnicos conseguiram preencher a totalidade das vagas inicialmente disponibilizadas nos seus cursos.

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Os politécnicos vão receber quase 20 mil novos estudantes neste ano lectivo Paulo Ricca/ arquivo

Os politécnicos vão receber quase 20 mil novos estudantes neste ano lectivo. Cerca de um quarto desses são provenientes dos concursos especiais, transferências e reingressos, bem como do acesso para maiores de 23 anos e Cursos de Especialização Tecnológica, que têm um peso significativo na oferta dos institutos superiores.

Esta realidade contrasta com os números finais do concurso nacional de acesso, divulgados na madrugada desta sexta-feira e que apontavam para uma ocupação média de 55% das vagas iniciais dos institutos politécnicos. As taxas variavam entre os 91% do Instituto Politécnico do Porto e os 25% de Tomar, seguido por Bragança, quatro pontos percentuais acima.

As três fases do concurso nacional de acesso colocaram 12240 estudantes nos institutos politécnicos, a que agora se juntam outros 5000, que assim preenchem as quase 18 mil vagas inicialmente existentes neste subsector do ensino superior.

Estes são dados gerais de todo o sector politécnico, que foram divulgados esta sexta-feira pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e confirmam as previsões feitas pelos responsáveis dos institutos, que afastaram um cenário de crise agravada quando foram conhecidos os primeiros resultados das colocações de novos alunos, que deixavam milhares de vagas vazias nos seus cursos.

Os números desagregados por instituição e por cursos ainda não são foram tornados públicos, algo que só será possível durante a próxima semanada, depois de terminado o último período de matrículas no ensino superior público. De acordo com o CCISP, apenas 7% do total dos cursos politécnicos ficaram com menos de dez estudantes. A maioria destes casos verifica-se na das engenharias e no regime pós-laboral, em linha com a realidade do subsector universitário.