Exército suíço treina em cenário de invasão francesa

Um oficial do exército garantiu que o cenário "não tem nada a ver com França".

Na Suíça, há serviço militar obrigatório
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Na Suíça, há serviço militar obrigatório Ruben Sprich

Numa Europa em depressão económica, instalou-se o caos e a França desintegrou-se em várias regiões. Numa delas, uma organização paramilitar chamada Brigada Dijon decide invadir a Suíça, para que este país restitua o dinheiro que os invasores acusam os suíços de ter roubado.

Em traços largos, foi este o cenário ficcional de um exercício do Exército suíço, levado a cabo em Agosto e que foi noticiado nesta segunda-feira pelo jornal local Le Matin.

Um oficial do Exército, citado por aquele jornal, nega que o exercício reflicta um receio real ou que seja uma provocação à França. “O exercício não tem nada a ver com França. Foi preparado quando as relações fiscais franco-suíças estavam menos tensas. As cidades francesas são mencionadas apenas para dar aos soldados uma noção real de escala.”

Já no ano passado os suíços tinham feito um exercício que tinha como pano de fundo uma grande invasão de refugiados de países arruinados — entre os quais a Grécia, Espanha, França, Portugal e Itália —, na sequência de uma implosão da zona euro.

A Suíça, conhecida pela neutralidade em conflitos, tem serviço militar obrigatório: todos os jovens de 19 anos do sexo masculino cumprem cerca de cinco meses de serviço. As mulheres podem alistar-se voluntariamente.