"Pão de forma" da Volkswagen deixa de ser fabricada

Último veículo do icónico modelo da Volkswagen será produzido a 31 de Dezembro no Brasil.

Em seis décadas terão sido produzidas mais de dez milhões de unidades da popular carrinha
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Em seis décadas terão sido produzidas mais de dez milhões de unidades da popular carrinha Reuters/Nigel Roddis

A Volkswagen Kombi, a popular "pão de forma" que começou a ser produzida nos anos 50 do século passado, vai deixar de ser fabricada após 63 anos de produção. A última carrinha hippie da marca alemã sairá a 31 de Dezembro de uma fábrica em São Paulo, no Brasil, e a multinacional já anunciou que duplicará o número de unidades produzidas nesta derradeira edição. Em vez das 600 inicialmente previstas, serão postos à venda 1200 veículos.

A Volkswagen Kombi deixará de ser produzida devido às novas leis no Brasil — o único país onde ainda é fabricada — que tornaram obrigatória a implementação de airbags e sistemas de travagem anti-bloqueio em todos os automóveis. A empresa alemã já anunciou que não pode cumprir as novas especificações legais, o que conduziu ao término da produção deste símbolo da indústria automóvel.

Estima-se que tenham sido produzidas mais de dez milhões de unidades ao longo do tempo, embora nem todas se assemelhem ao modelo original. Mais de um milhão e meio de unidades foram feitas no Brasil desde 1957.

O veículo tornou-se famoso na década de 1960, sendo o meio de transporte simbólico da comunidade hippie. Porém, a carrinha começou a perder progressivamente popularidade, deixando de ser produzida primeiro na Alemanha, em 1979, e depois no México, em 1994. Desde então, o Brasil era o único produtor da Kombi.

Foi uma presença regular no panorama musical desde a sua criação, chegando a ser incluída nas capas de álbuns de artistas como Bob Dylan ou os Beach Boys. Curiosamente, embora nos Estados Unidos e na Europa a "pão de forma" possua uma conotação romântica, o mesmo não se passa na América Latina ou em África, onde ainda é o transporte oficial de muitos carteiros, forças policiais ou até mesmo de empresas funerárias.