Descoberta nova espécie de tubarão que “anda”

Tubarão "anda" no fundo do mar à procura de invertebrados e pequenos peixes
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Tubarão "anda" no fundo do mar à procura de invertebrados e pequenos peixes DR

Uma equipa de investigadores descobriu na Indonésia uma nova espécie de tubarão-bambu, que possui várias manchas castanhas espalhadas pelo corpo e parece “andar” à medida que se desloca pelo fundo do mar, com a ajuda das barbatanas peitorais e pélvicas.

Este peixe recém-descoberto, cujo nome científico é Hemiscyllium halmahera, tem cerca de 70 centímetros de comprimento. A equipa, liderada pelo biólogo Gerald Allen, da organização não-governamental Conservation International, identificou dois indivíduos junto à ilha de Ternate, perto de Halmahera, no arquipélago de Maluku, na Indonésia.

Os tubarões-bambu (Chiloscyllium punctatum), também conhecidos como tubarões-tapete de cauda longa, são frequentes nas águas do Pacífico e do Índico, sobretudo na Austrália, Papua Nova Guiné e Indonésia. Podem atingir cerca de 1,22 metros. A espécie está classificada como quase ameaçada no Livro Vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Na revista aqua, International Journal of Ichthyology, publicada esta semana, os investigadores descrevem a espécie agora descoberta como tendo uma coloração acastanhada, pontuada por várias manchas de cor castanho-escuro ao longo do corpo, misturadas com pequenos pontos brancos.

“Tem relativamente poucos, menos de dez, grandes pontos negros na região do focinho, um par de grandes marcas escuras na superfície ventral da cabeça, e uma marca fragmentada pós-cefálica, que consiste num grande ponto negro em forma de U, com uma margem branca mais ou menos contínua na parte mais baixa, seguida de uma linha vertical de três pequenos conjuntos de 2-3 marcas escuras em forma de polígono”, escrevem os investigadores.

Estes tubarões usam as barbatanas peitorais e pélvicas para se movimentarem no fundo do mar, enquanto procuram invertebrados marinhos e pequenos peixes para comer. A forma estranha como se movimentam pode fornecer pistas sobre como evoluíram os antepassados dos primeiros animais a andar em terra, escreve o jornal The Telegraph.