Cerca de 100 elementos do BE questionam escolha de deputada

Militantes descontentes com escolha de Mariana Mortágua para o lugar de Ana Drago.

Ana Drago, deputada BE: “Não é aceitável ter um pé no público e ter um pé no privado”,
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Ana Drago Miguel Madeira

Cerca de 100 militantes do BE questionaram os órgãos dirigentes do partido sobre a escolha de Mariana Mortágua para substituir a deputada Ana Drago, em Setembro, ultrapassando assim nove elementos na lista concorrente às últimas legislativas.

“Tomámos conhecimento, com profundo desagrado, através de uma nota enviada pelo Secretariado da Comissão Política (CP) aos membros da Mesa Nacional (MN), que o Secretariado da CP decidiu interferir na ordem da lista, sufragada em plenário distrital, MN e eleições nacionais, do círculo de Lisboa do BE à Assembleia da República”, lê-se numa carta enviada aos responsáveis do BE e à qual a Lusa teve acesso nesta segunda-feira.

Os subscritores da missiva dizem não entender “a renúncia maciça orientada por um critério tecnocrata (ser economista) dos candidatos de uma lista a órgãos nacionais” e acusam a Comissão Política de ir “muito além das suas atribuições”.

Contactada pela Lusa, fonte do BE confirmou que Mariana Mortágua foi considerada como o elemento que “melhor serviria os interesses do partido na Assembleia da República, em virtude dos seus conhecimentos na área da Economia”, algo que se vinha “a fazer sentir desde a saída de Francisco Louçã”.

“Perante a informação de que o processo de renúncia dos nove candidatos na lista não terá sido pacífico, parece-nos imprescindível que se conheçam as razões desses protestos e os argumentos utilizados para os demover, já que se pressupõe que todos terão aceitado renunciar ao mandato”, continua o texto.

O grupo contestatário classifica o sucedido como “nada transparente” e afirma que, “politicamente, não pode um partido de esquerda ter ‘quotas de técnicos’ desta ou daquela área” na carta enviada à Comissão Política, à Comissão de Direitos e à Mesa Nacional bloquistas.