Voo de Moscovo para Havana levanta sem Snowden

Agência de notícias russa diz que "provavelmente" o norte-americano já não se encontra na capital russa.

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Snowden fez 30 anos na sexta-feira
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Snowden fez 30 anos na sexta-feira Bobby Yip/Reuters

Snowden chegou domingo a Moscovo, vindo de Hong Kong, onde estava desde 20 de Maio. Foi ali que escolheu ficar depois de ter enviado para os jornais Guardian e Washington Post a extensa documentação que reunira sobre os programas de registos de chamadas telefónicas e recolha de emails e conversas na Internet geridos pela NSA.

Os Estados Unidos acusaram formalmente Snowden na sexta-feira, pedindo às autoridades de Hong Kong para o prenderem – estas dizem que ainda esperavam por algumas informações sobre o processo no momento em que Snowden quis abandonar a região administrativa chinesa, pelo que não tinham como o impedir de viajar.

Snowden viajou de Hong Kong para Moscovo acompanhado por membros da WikiLeaks, de Julian Assange e Sarah Harrison, consultora jurídica do fundador da WikiLeaks. Pensava-se que voaria depois para a capital cubana e dali para a Venezuela ou o Equador – o Ministério dos Negócios Estrangeiros equatoriano confirmou ter recebido um pedido de asilo.

Vários jornalistas que apanharam o avião para Havana, que levantou pelas 11h15 (14h15 em Moscovo) dizem que Snowden não estava a bordo. A companhia russa Aeroflot já confirmou isso mesmo.

Uma fonte citada pela agência de notícias Interfax diz que "Snowden provavelmente já deixou a Rússia". "Ele pode ter viajado a bordo de outro avião. É pouco provável que os jornalistas tenham testemunhado a sua partida."

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, considerou esta segunda-feira “muito decepcionante” que Snowden tenha podido viajar de Hong Kong para Moscovo, afirmando que haverá consequências nas relações dos EUA com a Rússia e com a China.

Segundo responsáveis chineses citados pela Reuters, foi a própria China que orquestrou a fuga de Snowden, precisamente para evitar uma batalha judicial sobre a extradição que se avizinhava longa e que Pequim considerava que seria prejudicial para as relações com Washington.