Vice-presidente da Câmara de Portimão detido pela Polícia Judiciária

Luís Carito e mais quatro pessoas, todas relacionadas com o município local e a empresa Portimão URBIS, vão ser ouvidos pelo Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

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As buscas decorrem na Câmara de Portimão (na foto), residências e outros edifícios Enric Vives-Rubio

A polícia esteve nesta quarta-feira à tarde na sede do município e, segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, já terá estado esta manhã na residência de Luís Carito, que é também presidente da comissão concelhia do Partido Socialista de Portimão.

Antes de ser autarca, Luís Carito foi deputado e desempenhou importantes funções na Segurança Social, onde foi director do Centro Regional do Algarve e vice-presidente do Instituto da Segurança Social.

O seu nome surgiu, nos últimos anos, associado a diversas situações que têm sido investigadas pelo Ministério Público e pela própria Segurança Social, entre as quais a concessão de financiamentos, alegadamente indevidos, à Misericórdia de Lagos e o licenciamento de algumas obras polémicas no município de Portimão.

A gestão de empresas municipais de Portimão, nomeadamente a Portimão Urbis, tem sido também objecto de investigação, tenho a PJ estado nas suas instalações em Abril do ano passado. Entre outros serviços, a PJ terá estado hoje no gabinete do vereador Jorge Campos, que tem sido apontado como futuro presidente da Portimão Urbis.

Luís Carito tem sido também investigado por acções de formação que foram subsidiadas mas não realizadas.

A directoria da PJ de Faro reservou para amanhã quaisquer esclarecimentos sobre as diligências na Câmara de Portimão, mas a autarquia algarvia já confirmou as bucas. 

"A Câmara Municipal de Portimão informa que dois vereadores desta autarquia, Luís Carito e Jorge Campos, foram objecto, na manhã de hoje, de diligências processuais com envolvimento de buscas da Polícia Judiciária, nas instalações da autarquia", diz uma nota emitida nesta quarta-feira. "De acordo com a informação disponibilizada, estas diligências estão relacionadas com um processo que corre termos na Justiça e que teve origem em denúncias anónimas, efectuadas em 2011, envolvendo a atividade empresarial da Portimão URBIS E.M."

Notícia corrigida às 21h01 Luís Carito e mais quatro pessoas vão ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa e não no DCIAP.