Presidente pede que alunos sejam poupados à greve dos professores

"Os estudantes não podem ser meios para atingir fins”, declarou Cavaco Silva.

Cavaco Silva afirmou que não é altura para falar sobre os prazos da troika
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Cavaco Silva defendeu que este domingo "a abstenção não é solução" Daniel Rocha

O Presidente da República pediu esta tarde que os alunos sejam poupados a greves dos professores. “Há negociações [entre o Governo e os sindicatos] em curso, a greve é um direito, mas os estudantes não podem ser meios para atingir fins”, declarou Aníbal Cavaco Silva, no final da sessão de entrega do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, uma iniciativa conjunta Cotec e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Quanto à greve geral convocada para 27 de Junho pela CGTP e UGT, Cavaco Silva limitou-se a recordar que a greve é um direito. Sobre a ronda de encontros promovidos pelo PS com outros partidos Cavaco recorreu ao enunciado de um princípio geral: “Negociar entendimentos é a responsabilidade dos partidos políticos.”

O Presidente da República evitou pronunciar-se sobre as críticas da maioria ao provedor de Justiça e, eventualmente, à não recondução de Alfredo José de Sousa: “Não me consta que o senhor provedor esteja a terminar o seu mandato.” No entanto, não deixou de recordar que a escolha do actual provedor “foi um processo muito difícil e muito longo.”

Por fim, sobre os últimos dados da situação económica portuguesa Cavaco Silva insistiu que as alterações face aos indicadores divulgados em 15 de Maio são irrelevantes. “Os dados do PIB são praticamente os mesmos”, afirmou. No entanto, chamou a atenção para que a recessão atingiu, agora, países que estavam à margem das dificuldades, como a Finlândia e a Holanda. “Tem de haver uma resposta europeia, há um problema europeu muito sério”, acentuou.