Défice orçamental terá ficado nos 8% no primeiro trimestre

Técnicos da UTAO dizem que as administrações públicas já terão consumido 36% do défice previsto para o conjunto do ano.

Portugal é o país que aposta numa redução mais brusca do défice estrutural durante os próximos quatro anos
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Portugal é o país que aposta numa redução mais brusca do défice estrutural durante os próximos quatro anos Tony Gentile/Reuters

O défice orçamental em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, terá atingido 8% do Produto Interno Bruto nos primeiros três meses do ano, consumindo assim mais de um terço do défice anual, estima a UTAO.

De acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) enviado aos deputados, o défice das administrações públicas deverá estar “em linha com o observado em igual período do ano passado”.

A estimativa da equipa que trabalha junto da Assembleia da República é para que o défice em contabilidade nacional tenha ficado entre 7,3% e os 8,7%.

Os técnicos explicam ainda que as administrações públicas já terão consumido 36% do défice previsto para o conjunto do ano, mais de um terço.

Ainda assim, este resultado “não coloca necessariamente em causa o cumprimento daquele objectivo [défice de 5,5% do PIB no conjunto do ano]” dizem os técnicos, já que se trata de um perfil de despesa e receita muito especifico no inicio do ano e já o ano passado o valor estaria 1,8 pontos percentuais acima do objectivo e acabou por descer. Ainda assim, o défice apurado em contabilidade nacional estava previsto ser de 5% e foi de 6,4%.

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