Vítima de ataque mortal de Londres era militar

Polícia investiga o caso, Cameron reúne gabinete de gestão de crises, segurança reforçada nos quartéis.

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O homem morto quarta-feira, na região de Londres, num ataque que as autoridades estão a encarar como acção terrorista, era membro das forças armadas, confirmaram fontes oficiais britânicas citadas pela BBC.

Dois homens alvejados e detidos na sequência do ataque em Woolwich passaram a noite no hospital, sob detenção. Um deles encontra-se em situação grave. A unidade antiterrorismo da polícia continua a investigar o caso.

Testemunhas ouvidas pela BBC e pelo jornal The Guardian disseram, na quarta-feira, que dois homens armados atacaram um homem que aparentava estar trajado com um uniforme militar. A BBC avançou que algumas pessoas ouviram os homens a gritar: "Allahu Akbar [Deus é grande]."

Um dos atacantes, com as mãos ensanguentadas, foi filmado por um transeunte, dizendo que fizera o ataque porque soldados britânicos matam todos os dias muçulmanos.

Os dois suspeitos não tentaram fugir e encorajaram as pessoas que passavam a tirarem fotografias. “Peço desculpa às mulheres que hoje tiveram de ver isto, mas, na nossa terra, as nossas mulheres, têm de ver o mesmo”, disse um deles, em imagens obtidas pela televisão ITV.

Uma testemunha disse à rádio LBC que os atacantes – que aparentavam ter ambos cerca de 20 anos, tal como a vítima – exibiam as armas (entre as quais várias armas brancas e uma pistola) e pediam que lhes tirassem fotografias, "como se quisessem aparecer na televisão".

O primeiro-ministro, David Cameron, que estava em França, regressou a Londres, de emergência, para uma reunião  do gabinete responsável pela gestão de crises, conhecido como Cobra (Cabinet Office Briefing Rooms). O nível de segurança foi aumentado nos aquartelamentos militares da região de Londres.