José Lello diz que preferiu não fazer parte de uma unidade “pouco inclusiva”

Socialista diz que havia muita gente a salivar para fazer parte lista de Seguro.

José Lello garante que se estivesse em Lisboa votaria contra
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O socialista José Lello foi, como social-democrata Coutos dos Santos, proponente da alteração ao OE que permitia a reposição da subvenção. Marco Maurício/arquivo

O deputado socialista José Lello disse neste domingo que preferiu não fazer parte de uma “unidade pouco inclusiva”, optando por sair, “sem drama”, da lista única para a Comissão Nacional do PS acordada entre António José Seguro e Francisco Assis.

“Eu sei que havia muita gente a salivar para fazer parte dessa lista, portanto fizemos-lhe um obséquio: abrimos vaga, saímos e preferimos não fazer parte de uma unidade pouco inclusiva”, disse José Lello, em declarações à agência Lusa.

O deputado socialista lembrou ainda, a propósito, que “em política tem que se tomar medidas no momento certo”.“A lista não era suficientemente inclusiva e eu e outros meus camaradas decidimos excluir-nos, sem drama”, disse ainda.

Cinco dos elementos mais próximos do ex-primeiro-ministro José Sócrates não figuram na lista única para a Comissão Nacional do PS acordada entre o secretário-geral, António José Seguro, e o ex-líder parlamentar Francisco Assis.

São eles os deputados socialistas Renato Sampaio, José Lello, Isabel Santos, André Figueiredo e Fernando Serrasqueiro.

De acordo com um dos elementos deste grupo, a ruptura aconteceu depois de o ex-secretário de Estado Fernando Serrasqueiro e de André Figueiredo não terem sido incluídos na lista de consenso.

Em sinal de solidariedade, Renato Sampaio, Isabel Santos e José Lello, que estavam incluídos nos nomes da Federação do Porto, comunicaram que também não queriam fazer parte da lista.

Dos elementos próximos de José Sócrates, figuram porém na lista para a Comissão Nacional do PS os ex-ministros Pedro Silva Pereira, Vieira da Silva e Jorge Lacão.

No caso da Federação do Porto, a inclusão de José Lello e de Isabel Santos, que têm sido muito críticos da liderança do actual secretário-geral, foi contestada ao longo dos últimos dias por elementos ligados à maioria liderada por José Luís Carneiro, mas sucessivas intervenções de dirigentes próximos de Seguro e de Francisco Assis conseguiram travar as resistências.

A lista única para a Comissão Nacional do PS foi eleita este domingo com quase 96% dos votos dos delegados ao XIX Congresso.

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