Torne-se perito

PS diz que carta do Governo para encontro com Seguro chega com "dois anos de atraso"

Reacção foi do dirigente Miguel Laranjeiro. Líder socialista disse que resposta será dada "para a semana".

Foto
Seguro diz que resposta será dada para a semana Sérgio Azenha

O dirigente nacional do PS, Miguel Laranjeiro, disse este sábado, em Santa Maria da Feira, que a carta enviada esta semana pelo Governo ao secretário-geral do partido, António José Seguro, para um novo encontro de trabalho para debater o plano do ministro da Economia para o crescimento chega com “dois anos de atraso”.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o XIX Congresso Nacional do PS, que decorre no Europarque, em Santa Maria da Feira, o secretário nacional dos socialistas para a organização declarou que se o “convite é sério não faz sentido que se meta nos jornais antes de o interlocutor responder”.

O semanário Expresso revela na sua edição deste sábado que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, convidou António José Seguro para um novo encontro de trabalho já na próxima semana. Passos não esperou pelo desfecho do Congresso do PS para manifestar a Seguro o empenho do Governo em dar seguimento às reunião que decorreu na semana passada em São Bento, e na qual já participou o novo  ministro-adjunto, Miguel Poiares Maduro.

Ainda segundo o Expresso, a ideia é entrar na análise de questões sectoriais – a agenda para o crescimento –, cabendo a cada um dos lados definir quem estará no encontro.

A carta enviada ao secretário-geral do PS, deu entrada  no Largo do Rato na quarta-feira ao final do dia, e foi assinada pelo novo ministro-adjunto, Miguel Poiares Maduro.

Também à chegada ao congresso, António José Seguro disse que “todas as cartas têm resposta” e que a última que recebeu do Governo será respondida “para a semana”.

“Nós recebemos uma carta com o objetivo de nos entregar um documento e de haver várias reuniões com os partidos. Essa carta terá resposta”, disse, citado pela Lusa. Seguro afirmou também que “o destinatário da resposta será o primeiro a saber” a posição do PS.     

O discurso de abertura do segundo dia do Congresso do PS coube ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, uma intervenção que antecedeu a discussão da moção do secretário-geral dos socialistas.