Leonor Cipriano condenada a sete meses de prisão por falsas declarações

Mulher terá acusado indevidamente agentes da PJ de agressão durante interrogatório.

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Leonor Cipriano acusou inspectores da PJ de a terem agredido PÚBLICO

Leonor Cipriano foi condenada esta terça-feira a sete meses de prisão por falsas declarações, avança a TVI 24. Já a cumprir uma pena de 16 anos pelo homicídio da filha Joana, desaparecida em Setembro de 2004, Leonor foi agora condenada por ter acusado indevidamente agentes da Polícia Judiciária de agressão durante um interrogatório.

Leonor Cipriano, que cumpre actualmente 16 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver, prestou declarações contraditórias sobre alegadas agressões que tinha sofrido nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) de Faro durante os interrogatórios a que foi submetida nas investigações ao desaparecimento da filha, a 12 de Setembro, na aldeia da Figueira, Portimão.

No acórdão do processo em que era acusada de prestar falsas declarações, o colectivo de juízes considerou “flagrantes e relevantes as contradições em que incorreu” Leonor Cipriano durante o julgamento, apesar de ter tido a “oportunidade de revelar a verdade”. O tribunal deu, no entanto, como provadas as agressões, sem, no entanto, ter ficado provada a identidade dos agressores.

No âmbito do mesmo processo, Gonçalo Amaral, ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, foi absolvido do crime de omissão de denúncia e condenado a um ano e meio pelo crime de falsidade de depoimento, com pena suspensa por igual período. O inspector António Nunes Cardoso foi condenado a dois anos e três meses por falsificação de documento, com pena suspensa por dois anos.

Por sua vez, os ex-agentes da PJ Paulo Pereira Cristóvão, Leonel Morgado Marques e Paulo Marques Bom, todos acusados de ter torturado Leonor Cipriano nos interrogatórios, foram absolvidos.