"O Senhor pede-me para subir à montanha, para me dedicar ainda mais à oração e à meditação"

Foi a última oração do Angelus de Bento XVI. O Papa sublinhou que não está a abandonar a Igreja e vai continuar "a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor".

Fotogaleria
O Papa Bento XVI celebrou este domingo a sua última oração do Angelus ALBERTO PIZZOLI/AFP
Fotogaleria
OSSERVATORE ROMANO/AFP
Fotogaleria
FILIPPO MONTEFORTE/AFP
Fotogaleria
FILIPPO MONTEFORTE/AFP
Fotogaleria
Max Rossi/Reuters

Na última oração do Angelus antes da renúncia, o Papa Bento XVI quis deixar claro que não está a abandonar a Igreja, mas sim a seguir a vontade de Deus.

"O Senhor pede-me para subir à montanha, para me dedicar ainda mais à oração e à meditação", disse Bento XVI às dezenas de milhares de fiéis que testemunham na Praça de S. Pedro o último domingo de Joseph Ratzinger como líder máximo da Igreja Católica.

"Mas isto não significa abandonar a Igreja. Na verdade, se Deus me pede isto, é precisamente porque eu consigo continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor que demonstrei até agora", declarou. Mas a dedicação assumirá, a partir de agora, uma outra forma: "Uma forma mais condizente com a minha idade e as minhas forças."

A última oração do Angelus não é ainda a última presença pública de Bento XVI – na quarta-feira, o Papa estará presente na audiência semanal, e no dia seguinte terá uma reunião com os cardeais. Só depois partirá para a residência de Castel Gandolfo, de onde saudará a população local, naquele que será o seu último acto público.

O papado de Bento XVI chegará oficialmente ao fim às 20h (19h em Lisboa) de quinta-feira. As reuniões dos cardeais para marcar a data do conclave começam no dia seguinte, sexta-feira.