Arménio Carlos anuncia “acções de luta” diárias até final de Março

Manifestação nacional de apoio aos jovens a 27 de Março.

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Manifestação em Lisboa Enric Vives-Rubio
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Manifestação em Lisboa Enric Vives-Rubio
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Manifestação em Lisboa Enric Vives-Rubio

O líder da CGTP anunciou neste sábado em Lisboa que a central sindical vai realizar “acções de luta” diárias até final de Março.

No final da jornada de luta, realizada em várias cidades do país, Arménio Carlos garantiu que “a partir de hoje e até ao final de Março, vão realizar-se greves, paralisações e manifestações em todo o país”. Garantiu mesmo que não haverá um dia em que não se realize uma “acção de luta”.

O líder da CGTP anunciou diversas iniciativas em variados sectores profissionais, destacando uma manifestação nacional em Lisboa, a 27 de Março, de apoio aos jovens.

“Está na hora de lutar. Esta é a hora de lutar (…) A luta continua”, afirmou Arménio Carlos no discurso que fez na Praça do Município, em Lisboa, e onde voltou a exigir a demissão do Governo e realização de eleições.

“Este Governo e as suas políticas estão fora do prazo de validade”, vaticinou o sindicalista, exigindo: “É preciso dar a palavra ao povo. Deixem o povo votar.”

Arménio Carlos falou do "tsunami do desemprego" que atinge "um quarto da população activa" portuguesa e que "é a terceira taxa mais elevada da União Europeia". Classificou a equipa de Pedro Passos Coelho como "comissão liquidatária do país", que está há ano e meio a "despedir os pais e a negar emprego aos filhos". Para além de estar "sempre na linha da frente para dar dinheiro ao grande capital", tem governado nos últimos anos com "dois orçamentos fora da lei".

Sobre o vislumbre de uma mudança de cenário económico, o líder da CGTP não tem dúvidas que isso não passa de ilusão. "Agora dizem que o pior já passou e que a retoma está aí. O que vemos é um país a afundar-se e ouvimos o próprio ministro das Finanças a dizer que a austeridade veio para ficar pelo menos até 2015."

"Este é um governo que se ajoelha perante a troika e inferniza a vida dos portugueses", acusou Arménio Carlos, apontando o dedo ao primeiro-ministro: "Hoje podemos dizer que está na hora de prestar um serviço relevante ao país: está na hora de se ir embora, depressa, e já!"

Sobre o facto de Paulo Portas ser o ministro encarregue de preparar um guião para os cortes da despesa, o líder da CGTP aconselha a que "tenha coragem e corte no desperdício".

Se precisar de ideias, Arménio Carlos tem propostas: cortar nos 8000 milhões de euros de juros "que paga aos usuários", cortar nos "milhões desperdiçados nas negociatas" das parcerias público-privadas, e cortar nos benefícios fiscais "aos grandes grupos económicos, banqueiros corruptos e gestores com salários milionários".

Mas "nunca" nas funções sociais do Estado, que "são uma garantia constitucional, uma conquista estruturante para toda a sociedade e um investimento no presente tendo em vista o futuro".

“Um Governo que passa a vida a rapar o tacho, acaba de fazer um negócio ruinoso” com a venda dos últimos 4% da EDP. “O Governo tem de responder ao país por este crime financeiro”, exigiu o líder da CGTP.