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"Ser cego tem muitas vantagens"

Quem o diz é Tommy Edison, cujo último sucesso no YouTube é o vídeo "Como é que os cegos usam o Instagram"

"Ser cego tem muitas vantagens". Palavra de Tommy Edison, o cego mais famoso do YouTube.

"Entro primeiro nos aviões. Recebo tratamento VIP em parques de diversões. Todas as mulheres com estive são nota dez. Muitas vezes viajo de graça porque as pessoas não querem incomodar o cego. Não tenho que cortar a minha própria relva. E as minhas contas de electricidade são mais baixas do que as tuas — quase nunca tenho as luzes acesas , certo? Não pago contas do carro. Conheço as pessoas pelo que dizem e pelo que têm no coração. E a minha audição é muito melhor do que a média das pessoas. Aliás, todos os restantes sentidos são melhores que os vossos, não é um mito".

No seu canal de YouTube, Tommy Edison, cego de nascença — e também conhecido como Blind Film Critic —, explica como é que os cegos sonham, como cozinham, que tipo de comentários ouvem ou como os cegos desvendam o mistério das cores. Um dos seus mais recentes sucessos é o vídeo "Como é que os cegos usam o Instagram".

PÚBLICO -
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Tommy Edison aka Blind Film Critic DR

"Um cego a usar o Instagram? Vejam". Tommy garante que nunca teve uma máquina fotográfica antes do seu iPhone, que agora também usa as funções de acessibilidade disponíveis no IOS para a aplicação da rede social Instagram. Uma voz acompanha todos os seus movimentos (inclusive o nome das aplicações disponíveis na app), permitindo-lhe fotografar o seu dia-a-dia.

"Fotografo se ouço alguma coisa interessante, como um camião ou talvez um pássaro, ou quando vou a algum sítio novo", conta Tommy, que escolhe os filtros pelo nome e mediante a sua disposição. "Ouvi dizer que o Inkwell é um filtro a preto e branco, por isso uso-o em ocasiões especiais. Sierra and X-Pro II soam a filtros de alta qualidade e o Lo-Fi soa a uma máquina barata e velha", explicou ao blogue do Instagram.

Ao contrário do habitual processo desta rede social, Rommy Edison usa o Instagram precisamente para perceber aquilo que fotografou. "As pessoas dize-me se é um bom ou mau ângulo e se a foto está muito escura. É como um jogo — apontar, disparar e esperar para ver o que sai".