Candidato do PS à Câmara do Porto quer “dar voz a todos e fazer ouvir” os cidadãos

Manuel Pizarro quer “dar espaço às pessoas” para que todas possam contribuir com um conjunto de propostas sobre a cidade.

Manuel Pizarro foi membro do Governo socialista entre Fevereiro de 2008 e Junho 2011
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Manuel Pizarro já admitiu que o PS pode não apresentar candidatura às autárquicas, apoiando antes Rui Moreira Adriano Miranda

O líder da concelhia e candidato do PS à presidência da Câmara do Porto, Manuel Pizarro, vai lançar no sábado o movimento “Fazer Ouvir o Porto”, que tem por objectivo “dar voz a todos os cidadãos da cidade”.

“Consideramos que é decisivo, num momento em que o Porto enfrenta tão graves dificuldades e problemas, que se devolva essa capacidade de os cidadãos fazerem ouvir a sua voz”, afirmou, em declarações à Lusa, Manuel Pizarro.

Segundo o candidato socialista, a ideia é “dar espaço às pessoas” para que todas possam contribuir com um conjunto de propostas sobre a cidade.

“'Fazer Ouvir o Porto' significa isto mesmo: ouvir o que as pessoas dizem e dar uma projecção diferente ao que dizem”, bem como fazer com que os cidadãos “sintam que há no Porto um político que está disponível para os ouvir e dar-lhes voz”, disse.

O socialista entende que só dando voz às instituições, às empresas e a todos os munícipes é possível reconhecer e ambicionar uma cidade mais desenvolvida, com mais emprego e mais oportunidades.

Manuel Pizarro considerou que os mais de 10 anos de governação do autarca social-democrata Rui Rio traduziram-se num “grande divórcio entre a cidade e o poder municipal”.

Com o contributo de “todos” os cidadãos do Porto, que assentará na recolha de testemunhos e depoimentos por via escrita, telefónica e audiovisual, Manuel Pizarro pretende realizar o seu programa eleitoral.

Se vencer as eleições autárquicas, salientou, pretende também governar a cidade tendo por base os contributos dos cidadãos.

Esta é, frisou, “uma forma diferente de fazer política, uma forma de fazer politica que tenta vencer aquilo que é hoje o enorme fosso entre cidadania e a acção politica”.

O socialista só acredita “numa mudança para a cidade se ela for assente numa grande participação dos cidadãos”, prometendo que “é para isso” que vai lutar.

“O Porto só será bem sucedido num desígnio de progresso e inclusão social se todos pudermos dar o nosso contributo, não estando à espera apenas de uma qualquer câmara salvífica que nos traga soluções miraculosas”, sublinhou.

O lançamento deste movimento decorrerá no sábado, pelas 16h00, no Mosteiro de S. Bento da Vitória, e conta já com o apoio do psiquiatra Júlio Machado Vaz.

Questionado sobre quando pretende apresentar o seu programa eleitoral, Pizarro apontou o mês de Abril, afirmando que definiu já como prioridade para a cidade “recuperar uma trajectória de desenvolvimento económico e criar emprego”.

“Não podemos falar de uma cidade de progresso e não podemos falar de inclusão social numa circunstância como a que temos hoje, em que tantas pessoas estão privadas daquilo que é o seu trabalho, o trabalho que é um direito essencial para a realização de um ser humano”, concluiu.

Manuel Pizarro afirmou estar “preocupado em fazer uma campanha construtiva e não numa campanha contra ninguém”.