Nenhum município do Norte viu o desemprego diminuir no terceiro trimestre

Região mantém taxa de desemprego acima da registada no país. E de 2011 para 2012 ela aumentou em todos os concelhos

O Porto de Leixões é a principal porta de saída das exportações para os mercados extra-comunitários
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O porto de Leixões é a principal porta de saída das exportações para os mercados extra-comunitários Adelaide Carneiro

No terceiro trimestre deste ano, segundo o boletim conjuntural publicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), o desemprego registado aumentou em toda a região, com alguns concelhos a registarem subidas superiores a 20% face ao mesmo período de 2011.

É o retrato de uma região com uma taxa de desemprego a crescer (situava-se nos 16,4%, quando o país registava uma taxa de 15,8) e em que nenhum município se salva do problema. Em todo o território o desemprego registado aumentou, num ano 21,3%. Segundo o Boletim Norte Conjuntura, por local de residência, os municípios que, na média do 3.º trimestre de 2012, mais contribuíram para a subida deste indicador foram Vila Nova de Gaia, com mais 4071 desempregados inscritos do que há um ano (+14,2%), e o Porto, com mais 3.540 inscritos (+23,3%).

Seguem-se três municípios nos quais o desempregado registado passou a afectar mais cerca de 3200 indivíduos: Braga (+30,1%), Matosinhos (+34,6%) e Gondomar (+25,6%).Na Maia, existiam, no 3.º trimestre de 2012, mais cerca de 2280 desempregados inscritos do que na média do 3.º trimestre de 2011 (+27,3%).

Surge depois um conjunto de cinco municípios nos quais o desemprego registado cresceu entre aproximadamente mais 1500 e 1900 indivíduos,  nomeadamente: Vila Nova de Famalicão (+22,3%); Guimarães (+15,2%); Paredes (+28,9%); Valongo (+21,8%); e Barcelos (+28,7%). Em Penafiel, Santa Maria da Feira, Paços de Ferreira e Vila do Conde, o desemprego registado cresceu entre +1100 e +1330 indivíduos.

Nestas condições, e com os empréstimos às famílias e às empresas a cair (menos 4,7%), é natural que a região tenha visto as importações decrescer 5,5%. O movimento, como acontece no resto do país, acontece de dentro para fora, com as mercadorias exportadas a subirem no Norte 5,5% (o aumento das exportações em Portugal foi de 4,2%).

Apesar de a região manter níveis de exportação superiores ao do país, nota-se, desde o início do ano, uma desaceleração. Segundo os dados recolhidos pela CCDRN, as exportações a partir do Norte terão crescido, em valor e em termos  homólogos, 13,6% no 1.º trimestre, 8,2% no 2.º trimestre e os referidos  5,5% no 3.º trimestre. Os mercados extra-comunitários, com um aumento de 19,4%, vão ganhando terreno como destino dos bens produzidos no Norte.