O sismo de Áquila: mitos e factos debatidos em Lisboa

As falhas de comunicação antes do sismo de Áquila, em Itália, levaram seis cientistas a tribunal e à condenação a uma pena de prisão.

O sismo de Áquila de 2009 destruiu a cidade e matou 309 habitantes
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O sismo de Áquila de 2009 destruiu a cidade e matou 309 habitantes Chris Helgren/Reuters

Este sábado, 24 de Novembro, o sismo de Áquila, em Itália, vai estar em debate em Lisboa, às 17h30, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Os mitos e os factos vão ser esmiuçados por uma série de investigadores e responsáveis da protecção civil, já que a comunicação do risco sísmico à população nos dias que antecederam o terramoto – em Abril de 2009 e que fez 309 mortes – esteve na origem da condenação de seis cientistas a uma pena de seis anos de prisão.

A sentença do tribunal, em Outubro deste ano, da qual os cientistas recorreram, desencadeou um coro de protestos pelo mundo fora. Em Portugal, onde em certas zonas o risco sísmico é elevado, as vozes críticas também se levantaram, argumentando que a ciência não consegue actualmente prever quando e onde ocorrerá um sismo.

No Dia Nacional da Cultura Científica, o caso vai ser debatido, nos seus variados aspectos, pelos geólogos António Ribeiro, João Cabral (ambos da Faculdade de Ciências de Lisboa) e Miguel Ramalho (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), pelo sismólogo Luís Matias (Instituto Dom Luiz) ou pelos geofísicos Miguel Miranda (presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera) e Susana Custódio (Instituto Dom Luiz).

Participam ainda José Oliveira (da Autoridade Nacional para a Protecção Civil) e Maria João Telhado (da Direcção Municipal de Protecção Civil e Socorro de Lisboa), bem como o jurista Joaquim Pedro Cardoso da Costa (Faculdade de Direito de Lisboa).  

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