Pedro Rosa Mendes vai editar novo livro na Tinta-da-China

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Pedro Rosa Mendes DR

"Não saio da Leya por inimizades, não saio de mal com ninguém", disse o autor ao PÚBLICO. A opção pela Tinta-da-China prende-se com o facto de esta ser uma editora "com a dimensão ideal, nem demasiado grande nem demasiado pequena".

"Acho que entre a Dom Quixote, que é uma óptima editora, e a Leya, que é um grupo grande, há coisas que se perdem para os autores", explica. "É um exercício de lucidez da minha parte não estar a fingir que sou um escritor de supermercado." E, por isso, o encontro com a Tinta-da-China foi "quase inevitável" e "surgiu de forma muito natural".

Só conheceu a editora Bárbara Bulhosa pessoalmente há pouco tempo, mas identifica-se com o trabalho que ela tem feito. "Muitas das coisas que gosto de ler em Portugal estão na Tinta-da-China". O próximo livro, pensado desde há muito tempo, é "um romance político sobre a Guiné-Bissau e as traições aos sonhos da independência".