Cinco anos depois, o Paços voltou a vencer o Sp. Braga na Mata Real

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Hurtado marca o segundo golo do Paços de Ferreira Foto: AFP.

Tudo começou num livre directo de Antunes sobre o lado direito do ataque. O remate saiu colocado, mas as mãos de Beto reagiram a tempo. Na sequência do canto que daí resultou, Cohène aproveitou a lentidão da defesa zonal do adversário para cabecear para o 1-0. O central paraguaio voltava a marcar ao Sp. Braga, depois de ter ajudado com um golo ao 2-2 em 2010-11.

O 4x2x3x1 do Paços, com Cícero na frente, anulava o 4x2x3x1 do Sp. Braga, com Éder no lugar de Lima. Os minhotos jogavam devagar, eram previsíveis e a organização defensiva da equipa da casa mantinha o perigo à distância. De tal forma que o terceiro representante português na Champions 2012-13 terminou o primeiro tempo sem ter feito um único remate à baliza.

Quando Cássio voltou dos balneários, porém, teve finalmente de aplicar-se. O guarda-redes brasileiro opôs-se com eficácia a um remate na passada de Ruben Micael, aos 53’, pouco depois de ter visto um pontapé à meia-volta de Éder embater no poste esquerdo. Com Mossoró já no lugar de Hugo Viana, os forasteiros surgiam mais dinâmicos e capazes de explorar o espaço nas costas dos laterais, especialmente graças às descidas de Ismaily no terreno.

Paulo Fonseca, no banco do Paços, percebeu que o jogo estava a mudar de perfil e que o pressing do adversário pedia um jogador com mais velocidade para o contra-ataque. Foi por isso que Caetano rendeu Manuel José. E foi justamente numa transição ofensiva rápida que a formação da casa sentenciou o jogo: Cícero recebeu a bola no miolo, descobriu o peruano Paolo Hurtado a fugir entre os centrais e colocou-lhe a bola nos pés. Beto foi novamente buscar a bola ao fundo da baliza.

Estavam decorridos 79’ e nessa altura Ruben Amorim já fazia as vezes de Alan, que teve uma tarde pouco inspirada, e Carlão dava mais peso ao ataque, em detrimento da mobilidade de Paulo César. Mas o Sp. Braga já não produzia o suficiente para colocar a bola em perfeitas condições nos avançados e o muro defensivo do Paços, sempre com André Leão à cabeça, chegava para as encomendas.

O tempo escoava depressa para José Peseiro e devagar para a equipa e para os adeptos do Paços. A defensiva do Sp. Braga avançava para empurrar o adversário para trás. Cohène e companhia circulavam a bola. O apito final chegava. O Paços conseguia a primeira vitória da temporada e ultrapassava os minhotos na classificação.