Pinto da Costa: “Tive processos, tive escutas, mas não tive nenhuma pena”

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Pinto da Costa garante que se não tivesse escutas “ficava ofendido" Foto: Paulo Pimenta

“O futebol é fértil em surpresas”, por isso Pinto da Costa ainda não dá como garantida a conquista de novo campeonato pelo FC Porto. Em entrevista ao Jornal de Notícias, o líder dos portistas afirma que “nada pode ser garantido” e que não se esquece da forma como perdeu o “único jogo”. Porém, salienta que a sua equipa apenas depende de si própria.

Num balanço dos 30 anos de presidência dos “dragões”, Pinto da Costa lembrou “um homem” com quem “aprendeu muito” e era um “amigo íntimo”: José Maria Pedroto. No entanto, o dirigente diz que nenhum treinador “superou as expectativas” e refere “o único caso “ que ficou “aquém daquilo que esperava foi o Quinito”.

Em relação a jogadores, Pinto da Costa destacou dois avançados. Sobre o polaco Mielcarski afirma que chegou a pensar que “estava ali um novo Van Basten” e considera o fracasso do jogador a principal “desilusão”. Jardel, que “não foi para o Benfica por uma diferença de 60 contos”, excedeu as “expectativas”.

O presidente “azul e branco”, que este ano adiou uma semana de férias no Brasil após o empate do FC Porto em Paços de Ferreira porque “as coisas tremeram” e “os abutres levantaram voo”, falou ainda sobre as escutas no caso “Apito Dourado”.

Pinto da Costa garante que se não tivesse escutas “ficava ofendido” e lembrou que teve “processos” e “julgamentos” e, em todos, foi “absolvido”. “Fui condenado muitas vezes, mas por jornais. Portanto, digo que tive processos, tive escutas, mas não tive nenhuma pena”, atirou.