Angola diz que ratificação do Acordo Ortográfico depende de questões técnicas

Foto
Foto: Miguel Madeira

Segundo o relato do portal Angop, Mpinda Simão baseou a posição do seu governo num estudo sobre as implicações da aplicação do AO em Angola, que permitiu identificar “dificuldades em aspectos técnicos”. Verificação que teve “um consenso” dos vários ministros da CPLP sobre a necessidade de se ter em conta estas insuficiências. “Continuamos a consolidar as pontes existentes entre os países da CPLP e a agenda contém matérias importantes para a vida do sistema educativo desses Estados, porquanto a língua constitui um meio de comunicação e ao mesmo tempo meio de ensino, daí a necessidade de os países se reverem neste instrumento que é o Acordo Ortográfico”, acrescentou Mpinda Simão.

O ministro angolano notou, contudo, que o seu país não põe em causa o AO, antes propõe “o reforço e a consolidação do mesmo, por se tratar de uma língua de comunicação e de ensino”, segundo o Angop.

A meio da semana, ainda no âmbito da reunião da CPLP – cuja presidência cabe actualmente a Angola –, Oliveira Encoge, director para os assuntos da Comunidade, garantia que o seu país seguiria o caminho da ratificação, mas quer introduzir termos do vocabulário nacional. Note-se que Angola é, ao contrário de Portugal e do Brasil, um dos membros da CPLP que não ratificou ainda o AO, que foi assinado pela Comunidade em 1990.

É provável que este tema volte a ser abordado na reunião dos ministros da Cultura da CPLP – em que Portugal estará representado pelo secretário de Estado Francisco José Viegas –, que se realiza nesta segunda e terça-feira na capital angolana, para fazer o balanço da presidência deste país. Angola vai passar o testemunho da presidência da CPLP a Moçambique, a partir de Julho.

Sugerir correcção
Comentar