Desde Outubro que o Sporting não marcava tantos golos em Alvalade

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Matías fez o segundo golo Foto: Hugo Correia/Reuters

Sá Pinto nunca abriu mão do holandês. Manteve-o na equipa. Igual a Domingos, que nunca desistiu de “Wolfs”, mesmo durante a imensa seca de golos por que passou o jogador. Depois da U. Leiria, no início de Novembro, Wolfswinkel entrou num deserto de 11 jornadas em branco – Benfica, Nacional, Académica, FC Porto, Sp. Braga, Olhanense, Beira-Mar e Marítimo.

Com Sá Pinto a liderar, a ansiedade do holandês cresceu: mostrou pólvora seca frente ao Paços, Rio Ave e V. Setúbal. Mas neste domingo foi a noite de quebrar o enguiço.

Para isso também foi preciso a boa vontade dos amigos. Matías serviu “Wolfs” logo aos 4 minutos e este, isolado, permitiu a defesa de Nilson. Parecia ser mais do mesmo. Mas o chileno insistiu e o holandês, à segunda, marcou (aos 24’). O remate foi fraco e a bola demorou a entrar, mas espantou os maus espíritos. Wolfswinkel correu para o banco, onde tinha um mar de braços à sua espera. Foi o 8.º golo na I Liga, longe dos 17 de Lima, do Sp. Braga.

Depois da queda no Bonfim, que marcou a primeira derrota de Sá Pinto desde que assumiu o cargo de treinador no dia 13 de Fevereiro, o triunfo sobre o Man. City a meio da semana parece ter devolvido a auto-estima aos sportinguistas.

Os vimaranenses (que vivem com salários em atraso) nem sequer conseguiram tirar partido do cansaço do adversário e sucumbiram perante o bom futebol de Matías. O chileno parece ter encontrado o lugar que procurava, o de maior responsabilidade: na posição 10, fez mover todo o jogo do Sporting. Foi dele o segundo golo, a abrir a segunda parte, que deixou o “leão” tranquilo.

Wolfswinkel ia sendo servido. Falhou mais um golo dos seus, sozinho de cabeça. Perdeu até o estatuto da cobrança dos penáltis – a falta sobre si na grande área foi cobrada por Izmailov, que fez o 3-0.

Os mais de 30 mil sportinguistas pareciam contentes: recuperaram o quarto lugar a par com o Marítimo, deixaram o Vitória a nove pontos (podia ficar a três se vencesse em Alvalade) e presenciaram a primeira vitória por mais de um golo de Sá Pinto.

Mas ainda faltavam as prendas de Jeffren – entrou no final e precisou de um minuto para fazer o golo mais belo, com um remate forte e colocado. E depois fez outro, em slalom, fechando uma goleada que já não se via em Alvalade desde Outubro, quando os “leões” bateram o Gil Vicente por 6-1.


POSITIVO e NEGATIVO

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Jeffren
Saiu do Barcelona porque não tinha espaço, mas na Catalunha torceram o nariz à sua saída. Em Alvalade não se ligou aos avisos que são as suas lesões ao longo da carreira. Entre essas ausências forçadas mostra que é craque. Neste domingo mostrou a dobrar: dois golos cheios de classe.

Sá Pinto
A vitória sobre o City fez esquecer a paupérrima exibição em Setúbal. A deste domingo sobre o Vitória encheu o coração dos adeptos, que desde Outubro não viam tantos golos.

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Defesa do Vitória
Demasiadas ofertas fizeram esquecer o bom jogo da equipa, principalmente no primeiro tempo. A oferta no segundo golo e o penálti disparatado no terceiro golo deitaram tudo a perder.
Ficha de jogoSporting, 5
V. Guimarães, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.Assistência
33.349 espectadores

Sporting

Rui Patrício, João Pereira, Xandão, Polga, Evaldo, Matías Fernández (André Martins, 69’), Elias, Schaars, Izmailov (Jeffren, 79’), Wolfswinkel (Seba, 83’) e Capel.

Treinador

Sá Pinto.

V. Guimarães

Nilson, Alex, Defendi, N’Diaye, Bruno Teles, Leonel Olímpio (Barrientos, 58’), João Alves, Nuno Assis, Urreta (Paulo Sérgio, 77’), Edgar e Toscano.

Treinador

Rui Vitória.

Árbitro

Artur Soares Dias, do Porto.

Amarelo

Matías Fernández (61’).

Golos

1-0, Wolfswinkel (21’); 2-0 Matías Fernández (50’); 3-0, Izmailov (g.p. 70’); 4-0, Jeffrén (81’); 5-0, Jeffren (89’).

Notícia actualizada às 22h56