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Análise de Bruno Prata: Os resultados melhoraram - o resto não!

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Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

1. O Sporting continua a jogar tão mal ou pior do que fazia nos piores dias com Domingos Paciência. E não há sinais da raça e da atitude de que tanto fala o seu treinador. Mas factos são factos e Sá Pinto segue com duas vitórias e um empate. Para quem não é um mero "resultadista" importa, no entanto, relevar outros dados: uma equipa da segunda divisão europeia e sem competição há dois meses, como é o caso deste Legia, teve as melhores oportunidades do jogo e mandou nele durante boa parte do tempo, podendo ainda queixar-se de dois penáltis que lhe foram sonegados pelo árbitro.

2. A dúvida que se coloca é se a forma feliz como o Sporting conseguiu os últimos resultados está apenas a criar uma ilusão perigosa ou se vai servir para dar a estabilidade e a confiança mínimas a uma equipa que já teve uma fase muito positiva esta época. Os adeptos estão descrentes e voltaram a deixar muito cimento do estádio à vista...

3. Chegou a ser ridícula a forma como o Sporting se encolheu na primeira parte. Era então uma equipa sem chama nem capacidade de resposta, o que não pode ser justificado pelas ausências de Onyewu e Rinaudo. Rodríguez substitiuiu o norte-americano e voltou a sair lesionado na mesma perna, situação estranhíssima (embora o seu historial de lesões já venha desde os tempos em Braga...) e que complica ainda mais o sector mais débil da equipa. Carriço voltou a marcar um golo importante, mas não cumpre os requisitos mínimos para a posição seis.

4. O Legia repetiu o 4x2x3x1 e os protagonistas, mas teve mais atitude do que tinha mostrado em Varsóvia. O sérvio Ljubola já tem 33 anos, mas oferece mobilidade e qualidade no ataque.

5. Durante demasiado tempo, Carrillo foi o único sportinguista com rendimento sofrível. Izmailov andava escondido, Matias Fernández andava sempre longe de Wolfswinkel e Schaars demasiado próximo de Carriço. E os laterais demoraram a libertar-se. A primeiro jogada com algum nexo só se viu ao minuto 32...

6. As coisas melhoraram um pouco para o Sporting no segundo tempo. Passou a jogar mais rápido e com outra capacidade de progressão. Isso foi principalmente nítido após a entrada do regressado Capel.

7. O Sporting acabou por chegar ao golo no sexto livre lateral marcado por Matias Fernández, que, desta vez, optou quase por um remate que atravessou a área e acabou no fundo da baliza.

8. O Legia teve mais remates (7/5) e mais cantos (5/1), só perdendo no número de faltas cometidas (29/16).