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Janeiro foi mês de mudanças profundas para o FC Porto

O empréstimo de Guarín rendeu 1,5 milhões ao FC Porto
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O empréstimo de Guarín rendeu 1,5 milhões ao FC Porto Foto: Miguel Riopa/AFP (Arquivo)

O segundo e último período de transferências da temporada encerrou e nenhum dos clubes da Liga portuguesa desaproveitou a oportunidade de retocar o seu plantel. Tal como nos anos anteriores, reforços por empréstimo ou a custo zero continuaram a ser o prato do dia. No total, 60 atletas novos entraram nos 16 participantes do campeonato, mais cinco do que há um ano. O FC Porto, que na época passada foi a única equipa que não se reforçou em Janeiro, foi a que mais investiu, reagindo a uma temporada abaixo das expectativas com entradas e saídas de jogadores relevantes.

Nesta terça-feira, os “dragões” anunciaram que o regresso de Lucho González foi a custo zero e que o ponta-de-lança Marc Janko (ex-Twente) chegou por três milhões de euros, abaixo do que tinha sido noticiado. Se Danilo (16,1 milhões) entrar nestas contas – foi assegurado no Verão, mas para todos os efeitos chegou ao Dragão em Janeiro –, o FC Porto gastou 19,1 milhões e bateu o seu recorde no mercado de Inverno, superando os 8,7 milhões investidos em 2005 em cinco brasileiros (Leandro, Ibson, Pitbull, Leandro do Bomfim e Leo Lima). Anderson e Adriano, assegurados em 2006, acabariam por custar mais em conjunto (9,7), mas a opção de compra do avançado, que inicialmente chegou por empréstimo, só foi accionada mais tarde.

Janko, de 28 anos, assinou por três épocas e meia e tem uma cláusula de rescisão de 20 milhões. “É um clube com uma história incrível, com muitos títulos. É uma grande honra ter a possibilidade de jogar por este clube”, disse o austríaco – contratado por causa do défice de atacantes na equipa –, que revelou o desejo de “ajudar com golos”. De saída do Dragão estão elementos importantes: Guarín (Inter de Milão, por 1,5 milhões) e Belluschi (Génova), decisivos na última época com Villas-Boas, rumaram a Itália, por empréstimo, mas com opção de compra, juntando-se a Walter e Fucile na lista de cedidos.

O Benfica, líder do campeonato e nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, está mais satisfeito com o plantel e fez pequenas mudanças: entram Yannick Djaló (custo zero) e André Almeida, que regressa de empréstimo, e saem peças pouco utilizadas.

As cedências temporárias dominaram em Alvalade. Renato Neto já pertencia ao Sporting e Xandão e Ribas chegaram por empréstimo. Bojinov, de regresso a Itália, foi o único que saiu.Os dois clubes de Lisboa fizeram o seu maior investimento na reabertura do mercado em 2009-10. Os “leões” gastaram 11,3 milhões em Sinama-Pongolle, Pedro Mendes, João Pereira e Mexer. As “águias” pagaram 8,8 milhões para contratar Eder Luís, Airton e Alan Kardec.

Wolfsburgo no topo

O clube que mais gastou neste mercado de Inverno foi o Wolfsburgo. O 9.º classificado do campeonato alemão investiu 30 milhões de euros em oito jogadores, incluindo Vieirinha, Sissoko (ex-Académica) e Felipe Lopes (ex-Nacional). O Dínamo Moscovo gastou 27 milhões em dois jogadores, incluindo o recorde de 19 milhões desta janela de transferências no húngaro Balazs Dzsudzsak (ex-Anzhi). O PSG continuou a tendência gastadora do Verão e investiu mais 18,5 milhões.

O avançado Baba (ex-Marítimo), a venda mais cara do futebol português neste período, custou três milhões de euros ao Sevilha.