Crítica

Nos Idos de Março

O “cast” é enorme: Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood e Ryan Gosling como o idealista secretário de campanha que se inicia no jogo sujo e que é suposto ser a figura trágica, porque é aquele que faz a aprendizagem do cinismo (e vence, essa é a tragédia). “É suposto” porque, tal como acontece em relação às outras personagens, vítimas, manipuladores e demais jogadores, a figura de Gosling acaba por ser sobretudo um molde com função reconhecível no “design” da narrativa. E assim um “cast” deste calibre aqui favorece apenas o “pronto-a-filmar”. Tal como acontece com a vibração trágica e o rasurar do idealismo: tão só um novo “design” de um modelo clássico. Um filme sobre o cinismo, sobre a perda de uma dimensão moral... e nem um grama de angústia. George Clooney fez o trabalho de casa em termos cinematográficos. Mas como um aluno que aprendeu uma lição que admira - escolar. Aprendiz de Sidney Lumet, de Alan Pakula, de Martin Ritt...

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