PS disponibiliza-se para que sejam ouvidos sobre as SCUT ex-membros do Governo PS

O ex-ministro das Obras Públicas António Mendonça e o ex-secretário de Estado e actual deputado socialista Paulo Campos disponibilizaram-se hoje para responder em comissão parlamentar sobre negociações e contratos com concessionárias de SCUT e de parceiras público-privadas.

A posição dos dois ex-membros do segundo governo socialista de José Sócrates consta num requerimento enviado pelo Grupo Parlamentar do PS ao presidente da Comissão de Economia e Obras Públicas, o deputado social-democrata Campos Ferreira.

Na quarta-feira, o líder parlamentar democrata-cristão, Nuno Magalhães, anunciou que o CDS e o PSD pediram a presença dos antigos ministro e secretário de Estado das Obras Públicas no Parlamento para explicar os “prejuízos extraordinários” com auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) e parcerias público-privadas.

“Esta é uma situação que, em nome da boa gestão do dinheiro público, deve ser devidamente analisada”, alegou Nuno Magalhães, referindo-se a relatórios de entidades públicas que dão conta de “gastos excessivos e prejuízos extraordinários” de cerca de “600 milhões de euros em apenas duas SCUT e em várias parcerias público-privadas celebradas pelo Estado”.

Na resposta, o PS diz que, para “esclarecer informações públicas contraditórias sobre a negociação dos termos dos contratos com as concessionárias do grupo Ascendi (SCUT Costa de Prata, Grande Porto, Beira Litoral e Alta e Concessões Norte e Grande Lisboa) e Euroscut (SCUT Litoral Norte), fruto da introdução de portagens nas SCUT”, pede-se que seja providenciada a realização de uma reunião com o ex-ministro António Mendonça e o ex-secretário de Estado Paulo Campos.

Os socialistas requerem ainda as presenças na Comissão de Economia de representantes do Conselho Directivo do INIR e da comissão de negociação dos contratos com os grupos Ascendi e Euroscut.

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