CDS quer fazer levantamento ministério a ministério

Passos promete apurar responsáveis por desvios orçamentais

Passos quer saber o que se passou para trás
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Passos quer saber o que se passou para trás Nelson Garrido

Será uma verdadeira caça ministério a ministério, divisão a divisão, aos “agentes” que estiveram na origem dos “encargos insustentáveis”. É a promessa deixada esta manhã pelo primeiro-ministro Passos Coelho no Parlamento.

“Não deixaremos de, parceria público-privada a parceria público-privada, contrato a contrato, saber quem, porquê e como estiveram na origem dos encargos insustentáveis”, afirmou Passos Coelho, referindo que não se estava a referir à “responsabilização político-partidária”.

O primeiro-ministro respondia assim ao desafio lançado pelo líder parlamentar do CDS-PP. Nuno Magalhães defendeu ser necessário “fazer um levantamento, ministério a ministério, divisão a divisão, da gestão errada e deficiente do dinheiro público”. O líder da bancada centrista quer saber “porque aconteceram esses desvios” e porque é que essas pessoas “continuam impunes”.

Esta manhã, o líder da JSD, Duarte Marques, defendeu uma penalização criminal para os antigos governantes pela gestão dos dinheiros públicos.

Nuno Magalhães voltou ainda a apresentar uma proposta já antiga do CDS de “emagrecer” e tornar mais transparente o sector empresarial do Estado. Passos Coelho reafirmou a intenção de alargar aos gestores públicos a escolha por concurso nos institutos e empresas públicas. E manifestou abertura para analisar iniciativas dos partidos no sentido de uma maior transparência no sector empresarial do Estado e também no emagrecimento de salários e bónus de gestores.

Pelo PSD, o líder da bancada Luís Montenegro manifestou a solidariedade de todo os 108 deputados do grupo parlamentar às “medidas corajosas”. E lembrou algumas das preocupações sociais da proposta do Orçamento do Estado como a manutenção da taxa reduzida do IVA em bens essenciais e o não agravamento da fiscalidade das IPSS, ao contrário do que estava previsto no memorando da troika.