Educação

Professores desempregados concentrados no Palácio das Laranjeiras até serem recebidos

Os professores insistem que foram lesados no concurso
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Os professores insistem que foram lesados no concurso Rui Gaudêncio

Cerca de 20 professores contratados que ficaram sem colocação concentraram-se hoje de manhã no Ministério da Educação, onde prometem ficar até serem recebidos pelo ministro ou pelo secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar.

Os professores instalaram-se no átrio do Palácio das Laranjeiras, onde foram informados pelo chefe de gabinete do secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, de que deveriam pedir uma audiência ao secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, cujas instalações se situam na Avenida 05 de Outubro.

O número de telefone foi entregue ao porta-voz do grupo e dadas instruções ao segurança para disponibilizar a chamada telefónica para a 05 de Outubro.

Os professores dizem-se desesperados e relatam situações de falta de apoio da Segurança Social.

“Estou sem dinheiro”, disse à Agência Lusa Ana Paula Marques.

A revolta de Jorge Ambrósio não é menor: “Há pessoas que estão em depressão e com problemas para criar os filhos”.

São dois professores de meia-idade que não compreendem como pode o Estado exigir às empresas que coloquem no quadro os trabalhadores ao fim de três anos e no ensino “demitir-se disso tudo”.

Os professores insistem que foram lesados no concurso designado por Bolsa de Recrutamento e ameaçam não abandonar o Palácio das Laranjeiras até serem recebidos pelo ministro Nuno Crato ou pelo secretário de Estado, João Casanova de Almeida.

“Fomos ultrapassados por professores até 500 lugares abaixo” e “o Ministério da Educação vive numa república das bananas”, são algumas críticas ouvidas esta manhã no átrio das Laranjeiras, onde se situa o gabinete do ministro.

“A reunião tem de ser hoje, porque amanhã já é tarde. A saírem novos resultados da Bolsa de Recrutamento, é na segunda-feira e se querem corrigir alguma coisa tem de ser agora”, afirmou Miguel Reis aos jornalistas que se encontram no local.

O Ministério da Educação alegou falta de disponibilidade de agenda para receber hoje este grupo de docentes que prometem ficar até se realizar uma reunião, seja a que horas for, já que tempo não lhes falta.