O empate no Minho não agrada a ninguém

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O Vitória permitiu o empate já perto do final do duelo minhoto Luis Efigénio/Nfactos

O resultado final (1-1) espelha o que foi no essencial a partida disputada no estádio D. Afonso Henriques: equilibrada e dividida. Num jogo com a carga emocional que costumam ter os clássicos do Minho, nenhuma das formações queria perder e a abordagem ao encontro foi muito cautelosa.

Na primeira parte, as tácticas das duas equipas encaixaram, o que reduziu os espaços para que a bola circulasse. O jogo teve um ritmo lento, com poucas oportunidades de golo, e apenas Lima, com uma remate cruzado (11’) e Ewerton, a desviar de cabeça ao lado da baliza (16’), causaram algum perigo para o Braga.

Do lado do Vitória bastou uma oportunidade para chegar à vantagem. À passagem da meia hora, Faouzi — que estava pronto para começar a partida no banco, mas acabou promovido a titular devido a uma lesão de Urreta no aquecimento — encontrou espaço nas costas da defesa bracarense, isolando Edgar. O avançado não falhou e fez o seu quarto golo da temporada.

Na sequência dos festejos do golo vitoriano, um petardo rebentou junto do guarda-redes Quim, que se recusou a continuar a partida, obrigando o árbitro a interromper o encontro durante quase cinco minutos. No reatamento, a equipa da casa voltou a estar por cima, mostrando que a chegada de Rui Vitória deu mesmo uma nova face aos vimaranenses.

Ao intervalo, Leonardo Jardim trocou Salino por Nuno Gomes, expondo mais a sua equipa, mas ganhando acutilância no ataque. O jogo ficou aberto, com espaços para os avançados de uma e outra equipa. O Braga deixou um aviso aos 47 minutos, com uma combinação entre Lima e Alan, que deixou o extremo em boa posição para o remate, obrigando Nilson a uma intervenção apertada. Cinco minutos depois, El Adoua respondeu com um remate que saiu perto do poste da baliza bracarense.

O Braga mascarou a falta de frescura física e de soluções para a criação de jogadas ofensivas com a inclusão de novas unidades atacantes na equipa. Mas foram dois titulares a desenhar a jogada que deu o empate à formação visitante. Alan arrancou uma falta na esquerda e cobrou o livre certeiro para a cabeça de Paulo Vinicius, que, solto de marcação, bateu Nilson.

Em jogadas de contra-ataque, Vitória e Braga podiam ainda ter voltado a marcar, mas o jogo terminou com a divisão de pontos entre os dois rivais.

POSITIVOEdgar

Fez o que se pede a um avançado, marcando o golo que deu vantagem à formação da casa, e ainda apareceu em missão defensiva com seis cortes efectuados em lances de bola parada.


Alan

Continua a ser a grande figura da sua equipa e ganhou a falta de que saiu o golo bracarenses, fazendo ainda a assistência para Paulo Vinicius.


NEGATIVOHugo Viana

Enquanto o ritmo da partida foi baixo, foi disfarçando a falta de pernas, mas à medida que o jogo foi decorrendo tornou-se claro que lhe faltava velocidade. E esse foi um dos principais problemas do Braga no jogo.


Segurança

Um petardo que explodiu junto de Quim obrigou à interrupção do jogo após o golo vitoriano. Foi apenas um exemplo de um jogo em que tochas e telemóveis foram arremessados para o relvado.


Ficha de jogo

V. Guimarães 1
Sp. Braga 1

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Assistência 18.150 espectadores.

V. Guimarães

Nilson, Alex, Freire, João Paulo, Bruno Teles, El Adoua, Leonel Olímpio, Nuno Assis (João Alves, 75’), Toscano (Paulo Sérgio, 67’), Faouzi (Targino, 82’), Edgar. Treinador Rui Vitória.

Sp. Braga

Quim, Baiano, Paulo Vinícius, Ewerton, Elderson, Djamal, Hugo Viana (Mossoró, 79’), Salino (Nuno Gomes, 46’), Alan, Hélder Barbosa (Carlão, 68’), Lima. Treinador Leonardo Jardim.

Árbitro

Pedro Proença, de Lisboa. 
Amarelos Bruno Teles (45’+4’), Leonel Olímpio (50’), Nuno Assis (69’), Hugo Viana (74’) e Elderson (90’+1’).


Golos

1-0, por Edgar, aos 30’;


1-1, por Paulo Vinícius, aos 84’.


Notícia actualizada às 22h38