"O Cônsul de Bordéus" esgotou Cinemateca de Televive

O filme centra-se na história do diplomata português, Aristides de Sousa Mendes
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O filme centra-se na história do diplomata português, Aristides de Sousa Mendes

A VII Semana de Cinema Português em Israel abriu na segunda-feira, na Cinemateca de Telavive, com a exibição do filme "O Cônsul de Bordéus", de Francisco Manso e João Corrêa, numa sala com lotação esgotada.

A sessão inaugural contou com as presenças do actor Vítor Norte, que desempenha o papel de Aristides de Sousa Mendes, e do produtor do filme, José Mazeda.

Na cerimónia de abertura, o director da Cinemateca de Telavive, Alon Garbuz, destacou o facto de a Semana do Cinema Português, organizada pela Embaixada de Portugal em Israel e pelo Instituto Camões, já fazer parte do calendário cultural da cidade israelita.

O programa da iniciativa inclui ainda os filmes "Assalto ao Santa Maria", de Francisco Manso, "Salazar - A Vida Privada", de Jorge Queiroga, além de "Cinco Dias, Cinco Noites" e "Fascínio", ambos de José Fonseca e Costa.

A organização destaca o facto de esta selecção "lidar directa e indirectamente com os mais negros dias da ditadura do Estado Novo de Oliveira Salazar".

"Assalto ao Santa Maria", de Francisco Manso, retoma a acção do capitão Henrique Galvão, que desafiou o regime ditatorial com o sequestro do paquete Santa Maria, no início da década de 1960.

"Cinco Dias, Cinco Noites" é uma adaptação do romance de Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal, o dirigente histórico do PCP, e "Fascínio", inspirado no livro do escritor brasileiro Tabajara Ruas, embora não lide directamente com os anos de ditadura, evoca o passado e o impacto desses anos na actualidade.

Dos cinco filmes programados, "Salazar - A Vida Privada", espécie de biografia amorosa do ditador fascista, é o único que não apresenta o actor Vitor Norte, no elenco. O filme nasceu da série televisiva apresentada pela SIC.

"O Cônsul de Bordéus", de Francisco Manso e João Corrêa (ainda sem data de estreia comercial em Portugal), evoca o diplomata português Aristides de Sousa Mendes que, à revelia de Oliveira Salazar, atribuiu cerca de 30.000 vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi, em 1940.

O filme conjuga a história real de Aristides de Sousa Mendes com a história ficcionada de um refugiado que veio a transformar-se num maestro famoso.

A Semana de Cinema Português vai decorrer nas cidades de Telavive, Jerusalém e Haifa, até ao dia 20.