Fogos queimaram até ao fim de Agosto 34 mil hectares

Incêndios consumiram menos 73% de floresta do que em 2010

Entre Janeiro e Agosto foram afectados 10.452 hectares de povoamentos florestais e 23.554 de matos
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Entre Janeiro e Agosto foram afectados 10.452 hectares de povoamentos florestais e 23.554 de matos Nelson Garrido (arquivo)

Os incêndios florestais consumiram até ao fim de Agosto 34 mil hectares, menos 73 por cento que em igual período do ano passado, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN) divulgados nesta terça-feira.

Segundo o relatório provisório de incêndios florestais, entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto arderam 34.006 hectares de florestas, enquanto no mesmo período do ano passado a área ardida situava-se nos 125.225.

A AFN adianta que entre Janeiro e Agosto foram afectados 10.452 hectares de povoamentos florestais e 23.554 de matos. Também as ocorrências de fogo diminuíram este ano, tendo-se registado até ao fim de Agosto 15.181, menos 2231 que no mesmo período do ano passado, quando se verificaram 17.412 ocorrências.

Os dados provisórios indicam também que o maior número de ocorrências se registou no distrito do Porto, sendo que das 4335 ocorrências registadas, 90 por cento correspondem a fogachos, afectando áreas inferiores a um hectare.

Os distritos de Braga, Viseu, Viana do Castelo e Aveiro apresentam também um número elevado de ocorrências.

Segundo a AFN, 41 por cento da área ardida entre Janeiro e Agosto pertence aos distritos de Bragança (5.089), Guarda (4.687) e Braga (4.095) com áreas superiores a quatro mil hectares. O relatório conclui, igualmente, que o mês de Julho é o que regista maior número de ocorrências (4.387) e Agosto o que concentra a maior área ardida (12.771 hectares).

Segundo o documento, 70 por cento da área ardida deste ano concentrou-se nos meses de Julho e Agosto.

Os dados provisórios referem ainda que até Agosto se registaram 54 grandes incêndios (área total afectada igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 51 por cento do total da área ardida.

A época mais crítica em incêndios florestais, conhecida pela “Fase Charlie”, prolonga-se até 30 de Setembro.