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FC Porto dá a volta e vence Gil Vicente por 3-1

Hulk fez dois golos
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Hulk fez dois golos Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters

Para o FC Porto foi melhor o resultado do que a exibição. Para o Gil Vicente foi melhor a exibição do que o resultado. O campeão bateu em casa a equipa minhota e somou a segunda vitória (3-1) em duas jornadas da Liga. Foi mais forte do que o adversário, mas com um estilo emperrado – não foi coincidência os golos surgirem todos de lances de bola parada -, que terá de melhorar substancialmente para discutir o próximo encontro oficial, a Supertaça Europeia com o Barcelona, valeu-lhe Hulk. Quanto ao Gil Vicente, confirmou as boas indicações deixadas perante o Benfica, ao intervalo não merecia estar a perder, mas não conseguiu roubar pontos a outro candidato.

O primeiro jogo oficial de Vítor Pereira no Dragão foi também o primeiro sem Falcao. É especulação argumentar a falta que o jogador do Atlético de Madrid fez neste jogo, mas o que se pode afirmar é que os “dragões” não fizeram uma grande partida. Falcao ganhou o nome porque o pai admirava o antigo médio internacional brasileiro. Agora é a vez de um brasileiro (Kléber) fazer do atacante colombiano. O n.º 11 portista teve menos oportunidades do que em Guimarães, não esteve mal, mas ainda não foi desta que marcou em jogos oficiais.

Melhor esteve Hugo Vieira, que depois de na época passada ter bisado contra o FC Porto na Taça da Liga, foi decisivo no primeiro golo do encontro, logo aos 3’. Roubou a bola a Sapunaru e foi travado por Otamendi na área. João Vilela converteu o castigo máximo. Foi o primeiro de uma série de lances de perigo junto a Helton, todos na primeira parte. Os “azuis e brancos” estiveram pouco tempo em desvantagem: Hulk sentiu um encosto de Vilela e aproveitou-se. Rui Silva considerou penálti, que o próprio brasileiro marcou com sucesso.

Sapunaru redimiu-se do erro anterior aos 17’, fazendo o 2-1 após um canto. O FC Porto chegou à vantagem, mas não encontriu serenidade nem um adver´sario cómodo. Houve passes errados, falta de ligação entre os sectores e muitas falhas defensivas. Os visitantes, que melhoraram na defesa em relação à primeira jornada, criaram muitos problemas às saídas de bola portistas e falharam o empate duas vezes, por André Cunha e Vieira.

No entanto, em cima do intervalo foi Adriano que teve de travar uma bomba de Guarín. E na segunda parte foi o Fc Porto que esteve por cima. Hulk marcou o 3-1 num livre (50’) e Kléber cabeceou ao lado pouco depois. Djalma testeou os reflexos de Adriano e Belluschi e Walter desperdiçaram um bom passe de Hulk. O FC Porto fez o suficiente para ganhar, mas este nível não chegará para um bom resultado no Mónaco, onde será o “outsider”.