Messi derrota Mourinho e Ronaldo

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Mourinho voltou a exibir uma receita apurada do Real Madrid, que está mais forte do que na época passada e nunca esteve tão próximo de bater o Barça. Mas os blaugrana, mesmo numa fase prematura da temporada, têm um jogador (Messi) capaz de compensar a arte que ainda falta à equipa.

“Salir a ganar”: o mote para a partida tinha sido dado na conferência de imprensa. José Mourinho enviou o seu adjunto Aitor Karanka para fazer a antevisão e o ex-defesa não hesitou em dizer que os merengues estavam apostados em vencer.

Num jogo em que estava obrigado a ganhar, José Mourinho fez apenas uma alteração relativamente ao “onze” que entrou de início na primeira mão, com Coentrão a substituir Marcelo no lado esquerdo da defesa. Pela frente os merengues tinham um Barcelona mais forte do que no Santiago Bernabéu: Piqué, Busquets, Xavi e Pedro regressaram à equipa. Os blaugrana subiram ao relvado com a mesma equipa que apresentaram em Wembley diante do Manchester United, na final da Liga dos Campeões da época passada (vitória por 3-1).

Sem outra alternativa que o ataque, os jogadores do Real Madrid cumpriram à risca o plano traçado pelos técnicos: desde o apito inicial exerceram pressão imediata sobre o adversário que tinha a bola. A aposta táctica no bloco alto, apresentada em Madrid, repetiu-se, e nos primeiros minutos os merengues sufocaram o Barcelona no meio-campo defensivo.

Apesar disso, o novo relvado de Camp Nou foi estreado com um golo dos da casa. Invertendo a combinação habitual, foi Messi que deixou Iniesta isolado diante de Casillas. O guarda-redes não pôde fazer nada (15’).

Com o golo sofrido, o sentido de urgência do Real Madrid aumentou. A equipa de Mourinho teve a felicidade de fazer o empate cinco minutos depois, por Cristiano Ronaldo (20’), que se estreou a marcar em Camp Nou. E procurou logo o segundo golo. Mas os merengues viram Valdés negar-lhes a vantagem, com boas defesas aos remates de Ronaldo (26’) e Özil (29’).

“Golo psicológico”

Contudo, o pior para Mourinho aconteceu. Imediatamente antes do intervalo, o Barcelona voltou a colocar-se em vantagem: aproveitando uma distracção da defesa merengue, Piqué isolou Messi com um toque de calcanhar. O argentino não desperdiçou e fez o 2-1. Um golo “psicológico”, numa descrição apropriada do site do diário desportivo espanhol Marca.

O Real Madrid respondeu ao Barcelona com outro golo psicológico. Benzema, que nunca tinha marcado aos catalães, aproveitou um ressalto na área para fazer o 2-2 (82’). E conseguiu um duplo efeito: deu esperança aos merengues e ofuscou a entrada em campo de Cesc Fàbregas, o filho pródigo que regressou a Camp Nou e entrou para o lugar de Pedro.

O balde de água fria não se fez esperar muito. Messi (quem mais?) concluiu na área uma série de toques “à Barcelona”, recolocando os blaugrana na frente e garantindo o título.

O jogo acabou com cenas lamentáveis: agressões entre jogadores e expulsões de Marcelo, Özil e Villa (que já tinha saído do jogo). Mourinho também esteve envolvido, ao colocar um dedo no olho direito de Tito Vilanova, adjunto de Guardiola.

Notícia actualizada às 00h42
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