Blatter é reconduzido e promete reformas radicais na FIFA

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"Existem uma série de suspeitas que nós não podemos ignorar", diz Blatter Christian Hartmann/Reuters

“Vão ser feitas reformas, não apenas ajustes, mas decisões radicais e necessárias. Temos de fazer alguma coisa porque não quero ver a FIFA nesta situação, que não é digna”, afirmou o suíço perante os representantes das federações nacionais reunidos na sede da FIFA, em Zurique, antes de ter sido reeleito presidente do organismo com 186 votos das 203 federações que participaram na eleição.

A principal reforma prometida por Blatter diz respeito ao processo de escolha das sedes dos Mundiais. Blatter, presidente desde 1998, quer que a votação final seja alargada aos 208 membros da FIFA, retirando assim a decisão aos 24 membros do comité executivo do organismo – a decisão sobre quem irá organizar o Mundial de 2026 só será tomada dentro de seis ou sete anos.

“Existem uma série de suspeitas que nós não podemos ignorar. A atribuição do Mundial espoletou uma série de acusações, propostas, alegações e críticas que ainda não pararam”, acrescentou o suíço, referindo-se aos muito contestados processos de atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente, à Rússia e ao Qatar.

Este foi o congresso de consagração de Blatter, que concorreu sem adversários para mais um mandato como presidente da FIFA, depois de Mohammed Bin Hamman se ter retirado da corrida devido a alegações de que teria tentado comprar votos de delegados das Caraíbas. Hamman está suspenso e sob investigação – tal como Jack Warner, presidente da CONCACAF -, e nem sequer pode entrar no congresso.

A Federação Inglesa ainda tentou adiar a votação desta tarde para a presidência do organismo, para dar mais tempo ao aparecimento de outras candidaturas, mas a proposta apresentada nesta manhã recebeu 17 votos favoráveis e 172 contra.

Notícia actualizada às 17h09
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