Liga dos Campeões

Por gestos, Ronaldo e Mourinho dizem-se roubados

Ronaldo criticou duramente o árbitro
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Ronaldo criticou duramente o árbitro reuters

José Mourinho e Cristiano Ronaldo consideram-se “roubados” na eliminatória das meias-finais da Liga dos Campeões frente ao Barcelona e expressaram-no com gestos no aeroporto El Prat, de onde voaram nesta terça-feira à noite para Madrid.

Depois de ter assistido ao jogo pela televisão no hotel da equipa, Mourinho foi finalmente visto no aeroporto El Prat, em Barcelona, à partida para Madrid. O técnico acenou para as câmaras, rodando os dedos da mão, um gesto habitualmente entendido como sinal de roubo. O mesmo fez Cristiano Ronaldo.

As imagens foram captadas pelas câmaras do programa “Punto Pelota” e publicadas também no site do jornal espanhol “Marca”, que dá conta da indignação da comitiva do Real Madrid pela actuação do árbitro Frank de Bleeckere no encontro que terminou com um empate (1-1) e valeu o apuramento do Barça para a final da Liga dos Campeões.

O jornal espanhol diz que a frase “roubaram-nos” foi a mais ouvida na comitiva dos “merengues” no regresso a Madrid.

Uma revolta expressada por Casillas. “Os árbitros fuzilaram-nos. Roubaram-nos aqui e lá [em Madrid] e eliminaram-nos da Liga dos Campeões”, queixou-se o capitão do Real Madrid.

Antes do gesto no aeroporto, Cristiano Ronaldo também já tinha criticado duramente os árbitros.

“Era a Missão Impossível 4”, ironizou o português. “Algo se passa. São muitas coisas juntas. O golo de Higuaín era legal”, disse Ronaldo, referindo-se a um lance em que o árbitro considerou que Ronaldo fez falta sobre Mascherano.

“No próximo ano, é melhor darem directamente a taça ao Barcelona”, acrescentou Cristiano Ronaldo, que desta vez se concentrou nas críticas ao árbitro e não à táctica do treinador.

O madeirense, aliás, tentou minimizar o choque com José Mourinho depois de ter criticado a sua táctica defensiva, considerando que as palavras de há uma semana (“Não gosto de jogar assim, mas tenho de me adaptar. É o que há”) deram origem “a uma tempestade num copo de água”: “Sinto-me mais cómodo a jogar num sítio do que noutro. Aquela declaração não é o queria dizer. Mas estou acostumado aos árbitros e à imprensa. Há que viver com isso.”

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