Crítica

Tropa de Elite

É verdade que daqui não levamos cinema para casa - quanto muito levamos televisão funcional. Mas, ainda assim, "Tropa de Elite 2" trouxe o que às vezes algumas "sequelas" trazem: um suplemento de gravidade, como se se entregassem à auto-análise, problematizando o que antes tinha sido apenas som e fúria. O caso emblemático deste curto-circuito é o de Dirty Harry/Clint Eastwood, personagem e "persona" que, depois do filme inaugural de Don Siegel, foi abrindo o peito a todos os tiros (acusações de racismo, xenofobia, fascismo...) numa série de filmes em que deu largas ao seu masoquismo. Não estamos aqui nessas alturas - melhor seria dizer, não estamos aqui à altura dessas vertigens. Mas é verdade que o Capitão Nascimento (Wagner Moura) se assume como espécie de outro tempo, dando provas de uma melancolia quase trágica.

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