Nani resolveu na estreia de Paulo Bento

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Nani foi a figura do jogo José Manuel Ribeiro / Reuters

A selecção continua numa situação relativamente desconfortável e a cinco pontos da Noruega, mas pelo menos passou de penúltima do Grupo H para segunda. Graças a Nani, autor de dois golos e de uma assistência para o terceiro.

O jogo entre terminou com um resultado enganador. Muito por culpa de Lindegaard, guarda-redes que até começou o jogo como suplente de Sorensen. Portugal podia ter ganho por mais, mas se calhar era demasiado perigoso marcar quatro golos, arriscando um empate. Foi um marcador na medida certa, que até serviu para Cristiano Ronaldo regressar aos golos nas fases de qualificação.

Como se esperava, Paulo Bento ofereceu a estreia a João Pereira na selecção A e promoveu João Moutinho e Carlos Martins. Pepe voltou a ser defesa-central com a camisola das quinas. A equipa desperdiçou alguns segundos, menos Nani, que logo aos 2’ foi travado quando surgia em posição perigosa. Mas para começar a carburar, Portugal precisou de um empurrão do adversário, que se distraiu durante dois minutos.Depois de uma meia-hora morna, a formação portuguesa lembrou-se de pressionar e retirou dividendos. Cristiano Ronaldo aproveitou um mau passe da Dinamarca para centrar, Hugo Almeida arrastou Kroldrup e Nani só teve Sorensen para bater (29’).

Bola ao centro e a Dinamarca a borrar a pintura novamente. Os nórdicos deram sete toques na bola antes de estragar tudo: Christian Poulsen entrou em pânico com a pressão de Moutinho e fez um “passe à Jesper Olsen” (acreditem, os dinamarqueses e o espanhol Emilio Butragueño sabem o que é), que Nani não desaproveitou (30’).

O jogo parecia resolvido e estava, até porque a Dinamarca nunca mostrou capacidade para fazer o que fez há dois anos, em Lisboa. A defesa portuguesa, que desta vez não mostrou tendência para o erro, exceptuando o autogolo de Ricardo Carvalho, foi chegando para as encomendas. O visitante só soube jogar para a frente quando a bola esteve no extremo Dennis Rommedahl, um clássico da equipa. Aos 32 anos, já ultrapassou as 100 internacionalizações.

Antes do intervalo, Lindegaard fez uma grande defesa a um remate de Cristiano Ronaldo, que nos 26 jogos da era Queiroz só marcou duas vezes. Foi apenas o primeiro capítulo de uma novela que se prolongaria na segunda parte quando Portugal passou a justificar uma diferença maior no marcador. Ronaldo atirou à barra e marcou um livre que criou uma recarga perigosa de Carlos Martins.

Aos 79’, contudo, aconteceu um sobressalto. A Dinamarca não fez nada para marcar, nem mesmo quando marcou. Ricardo Carvalho, após um canto, colocou alguma incerteza no jogo e muita gente a pensar no tal 2-3. Mas não era caso para isso. A primeira partida de Paulo Bento iria ter final feliz. Até para o avançado do Real Madrid, que precisou da ajuda do antigo companheiro no Manchester United para bater o n.º 16 dinamarquês (85’).

Portugal passou por entre a chuva no primeiro dos jogos sem margem para errar. Terça-feira, na Islândia, há mais.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.


Assistência Cerca de 27 mil espectadores.


PORTUGAL

Eduardo 6, João Pereira 7, Pepe 6, Ricardo Carvalho 6, Fábio Coentrão 6, Raul Meireles 6, João Moutinho 7, Carlos Martins 6 (Tiago 5, 75’), Nani 8 (Varela -, 88’), Cristiano Ronaldo 6 e Hugo Almeida 6 (H. Postiga 6, 69’). Treinador Paulo Bento

Dinamarca

Sorensen 5 (Lindegaard 7, 32’), Jacobsen 6, Kroldrup 6 Kjaer 6, Silberbauer 5, Poulsen 4, Kvist 5 (Lovenkrands 5, 72’), Jensen 5 (Eriksen 6, 58’), Rommedahl 6, Vingaard 6 e Pedersen 5. Treinador Morten Olsen

Árbitro

Eric Braamhaar 7, da Holanda.

Amarelos

Silberbauer (2’).

Golos

1-0, por Nani, aos 29’; 2-0, por Nani, aos 31’; 2-1, por Ricardo Carvalho, aos 79’ (p. b.) e 3-1, por Cristiano Ronaldo, aos 85’.

Classificação do Grupo H:

1. Noruega, 3 jogos/9 pontos


2. Portugal, 3 jogos/4 pontos


3. Dinamarca, 2 jogos/3 pontos


4. Chipre, 2 jogos/1 ponto


5. Islândia, 2 jogos/0 pontos


Notícia actualizada às 23h52
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