James Dean bissexual em novo "biopic"

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"Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean" promete ir mais fundo nas questões da sexualidade de Dean.

Bastaram-lhe três filmes como protagonista e um punhado de aparições em séries de televisão em cinco fugazes anos de carreira para garantir um lugar nesse trono popular que são as paredes de quartos de adolescentes cheios de "angst". James Dean é a eterna figura de proa do "live fast and die young", um "Gigante" "Rebelde sem Causa" "A Leste do Paraíso" que agora será também precedido pela indicação geo-temporal "Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean".

É o título do futuro filme que celebra a vida íntima e a obra do actor e que promete, a julgar pelo "trailer" promocional que já anda pelos YouTubes e Vimeos deste mundo, ir mais fundo nas questões da sexualidade de Jimmy Dean. Sabe-se que, nos bastidores da Hollywood dos anos 50, seria chamado de cinzeiro humano por causa de alguns gostos mais duros na intimidade - o filme escrito e realizado por Matthew Mishory não foge a essa conotação, nem à da sua suposta bissexualidade, com imagens sugestivas de homens e mulheres em pleno acto de... contemplação torturada. Com o jovem actor James Preston como James Dean, o filme tem estreia prevista para 2011/2012 no circuito de festivais e foi desenvolvido na Islândia, no âmbito do Festival Internacional de Cinema de Reiquejavique, estando em produção nos EUA (entre Joshua Tree, Hollywood e Laguna Beach) com a Iconoclastic Features. O "indie" Matthew Mishory é o mesmo de "Delphinium: A Childhood Portrait of Derek Jarman" (2009) e a banda sonora é original (de Steven Severin, um dos fundadores dos Siouxsie and the Banshees).

Mas se o imaginário colectivo de James Dean é construído com base na sua vida pública entre 1951 e 1956, datas de início e fim da sua carreira, o filme foca-se na vida de Dean antes da mudança para Nova Iorque e do seu salto para o cinema com a mãozinha de Samuell Fuller e Robert Wise, que o integraram (sem crédito) em "Fixed Bayonets!" e "O Dia em Que a Terra Parou", respectivamente. E, assumem os produtores, mistura "elementos biográficos e ficcionais". A música de Elvis Presley ("(You're the) Devil in disguise ") dá o mote; a composição dos planos, o preto e o branco, o registo cheio de silêncios e tudo o que mais se vê no "trailer" prometem.