Advogado de Queiroz fala em "golpe de estado processual"

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Queiroz pode ser suspenso até quatro anos Paulo Pimenta (arquivo)

A Adop decidiu chamar a si o julgamento do processo e retirá-lo da órbita da FPF, depois de analisar o inquérito disciplinar e também o acórdão do Conselho de Disciplina. A decisão foi tomada sem a presença de Luís Horta (que se afastou de qualquer intervenção neste processo) e após ouvir os membros do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), um órgão consultivo formado por médicos, representantes dos atletas e membros de várias instituições estatais, desde a Polícia Judiciária ao Instituto da Droga e Toxicodependência.

Os membros do CNAD, numa reunião ontem à tarde, aprovaram por unanimidade a decisão da Adop. Os fundamentos desta avocação não foram divulgados, mas indiciará que a Adop ficou insatisfeita com a decisão do CD, que ilibou Queiroz da perturbação do controlo antidoping no estágio da Covilhã - o mês de suspensão aplicado foi por injúrias à luz das normas da FPF.

A Adop vai agora elaborar um acórdão sobre o caso, podendo suspender Carlos Queiroz por um período de dois a quatro anos. Um recurso quanto a um eventual castigo terá de ser feito não para o Conselho de Justiça da FPF, mas para o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana.

O advogado de Queiroz já tinha avançado que iria contestar qualquer acção da Adop, até porque foi o presidente desta instituição, Luís Horta, o visado pelas palavras consideradas injuriosas do seleccionador nacional, mas ontem não quis fazer mais comentários. Rui Patrício entregou ainda ao Conselho de Justiça um recurso sobre o mês de suspensão aplicado a Queiroz.